Bolívia revela plano para tomada à força do Congresso

Um ex-major e um grupo clandestino de Cochabamba, ambos supostamente ligados à Central Trabalhista Boliviana (COB, por sua sigla em espanhol), foram acusados pelo governo de planejar a tomada do Congresso em 20 de janeiro último, segundo um informe oficial. O informe foi entregue ao Senado pelos ministros de Governo, Alfonso Ferrufino, e da Presidência, José Galindo, durante uma sessão a portas fechadas. A informação foi dada por parlamentares que pediram anonimato.No mês passado, o serviço secreto da polícia boliviana levantou a possibilidade de que um grupo vinculado à COB teria tentado comprar armas e explosivos para tomar o Congresso em 20 de janeiro, data em que se reiniciariam as sessões. O Banco Central da Bolívia seria outro alvo, disseram as fontes parlamentares, com base no informe oficial.O ex-major David Vargas, detido, foi o líder do motim policial de fevereiro do ano passado que gerou um conflito armado com a segurança do palácio presidencial na Praça Murillo, no centro de La Paz. O embate deixou 31 mortos. Meses mais tarde, Vargas foi expulso da polícia e fundou uma agremiação política.

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