Bolívia tem menor área plantada com coca em 12 anos

A área com cultivo de coca na Bolívia caiu para o nível mais baixo em 12 anos em 2013 e foi 9% menor do que no ano anterior, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira. Isso não significa, porém, que a Bolívia tenha produzido menos cocaína.

Agência Estado

23 de junho de 2014 | 18h42

O escritório da ONU sobre Drogas e Crimes não mede a produção potencial de cocaína na Bolívia, a terceira maior do mundo, ou no Peru, que segundo os Estados Unidos é o principal fabricante do mundo desde 2011.

A ONU diz que o cultivo de coca caiu para 23 mil hectares no ano passado, 3 mil hectares mais do que a área que, segundo o governo boliviano, satisfaz a demanda tradicional do país. Semana passada, a ONU disse que o cultivo de coca no Peru caiu 17,5%, para 49.800 hectares.

Os dois países praticam a erradicação manual da planta. A Bolívia tem poderosos sindicatos de produtores de coca, dos quais o presidente Evo Morales é um dos líderes, que ajudam a decidir que cultivos são destruídos e quais são legais.

Especialista dizem que campos menos produtivos tendem a ser destruídos, enquanto o processo de refino da cocaína se torna mais eficiente.

Os dados sobre o cultivo de coca da Colômbia devem ser anunciados na quinta-feira. Os Estados Unidos dizem que a Colômbia tinham 48 mil hectares de cultivo em 2012.

A ONU, por sua vez, disse que autoridades bolivianas apreenderam 20,4 toneladas de cocaína no ano passado, 37% menos do que em 2012, e estabeleceu o valor dos cultivos de coca em US$ 283 milhões no ano passado, quase 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Além de ser produtora de cocaína, a Bolívia é também país de passagem para a droga fabricada no Peru destinada ao Brasil, Argentina e Europa. Fonte: Associated Press.

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