CLAUDIO REYES / AFP
CLAUDIO REYES / AFP

Bolsonaro e Piñera defendem Prosul como mecanismo para promover democracia

Presidentes do Chile e do Brasil voltam a criticar o regime de Nicolás Maduro na Venezuela

Daniel Weterman e Ricardo Galhardo, enviados especiais a Santiago, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2019 | 12h21
Atualizado 23 de março de 2019 | 13h26

SANTIAGO - O presidente Jair Bolsonaro  e presidente do Chile, Sebastián Piñera  defenderam neste sábado, 23, o Foro para o Desenvolvimento e Progresso da América do Sul (Prosul) como um mecanismo para promover a democracia na América do Sul e voltaram a criticar a Venezuela. Os dois deram declarações a imprensa após reunião no Palácio de La Moneda, em Santiago. 

"A condição para participar do Prosul é forte e clara: só participam países com respeito a democracia e direitos humanos", disse Piñera. "Por isso esperamos que em breve a Venezuela faça parte (do bloco) e o povo venezuelano derrote essa ditadura horrorosa, que está gerando uma crise humanitária de proporções gigantescas."

Bolsonaro, por sua vez, lembrou da reunião que teve no começo da semana com o presidente Donald Trump sobre o país vizinho. "Muitas coisas conversamos reservadamente, nao posso entrar em detalhes mas há preocupação com a Venezuela", afirmou. "Estamos assistindo ao descolamento da questao ideológica na América do Sul."

Críticas

Ao chegar ao Palácio, Bolsonaro brincou com jornalistas. "Sabem que eu sou apaixonado por vocês", declarou. Mais cedo, porém, em café da manhã com empresários chilenos, se queixou da cobertura da imprensa sobre seu governo. "É difícil encontrar jornalista da grande imprensa que realmente quer discutir conosco de igual para igual, sempre tem um viés de esquerda nas discussões."

Recepção

O almoço que será oferecido  a Bolsonaro  está sendo preparado para 140 pessoas no Pátio das Laranjeiras, uma das áreas do Palácio de La Moneda, sede do governo chileno.

Na ocasião, serão servidos carpacho, risoto e carne, além de vinhos tinto e branco e água. No local, mesas foram preparadas com arranjo de flores azuis e brancas e há uma bandeira do Brasil.

O almoço será servido após reuniões entre Piñera e Bolsonaro e ministros dos dois governos. Congressistas chilenos de oposição a Piñera se recusaram a comparecer à recepção por rechaçar posicionamentos do presidente do Brasil.

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