Reprodução/ TV Brasil
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Bolsonaro desembarca em Moscou e é recebido por autoridades russas; Putin não está presente

Presidente da República e líder russo vão se encontrar nesta quarta-feira, 16, para uma 'troca de pontos de vista' sobre questões da agenda internacional, segundo comunicado do Kremlin

Eduardo Gayer, enviado especial, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2022 | 10h36
Atualizado 15 de fevereiro de 2022 | 12h06

MOSCOU - O presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou na manhã desta terça-feira, 15, em Moscou, para sua visita oficial à Rússia. Ele foi recebido pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Serguei Ryabkov, e pelo diretor do Departamento de Protocolo Estatal, Igor Bogdashev. O presidente da Rússia, Vladmir Putin, não estava presente.

Bolsonaro se reúne com Putin apenas na quarta-feira, 16. Hoje, o presidente russo recebe no Kremlim o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, para tratar principalmente de questões de segurança ligadas às tensões com a Ucrânia.

O governo da Rússia emitiu nota há pouco para confirmar a reunião, para amanhã, com Vladimir Putin. De acordo com o comunicado, haverá “troca de pontos de vista” sobre questões da agenda internacional.

“Está prevista a consideração de questões de fortalecimento da parceria estratégica russo-brasileira, desenvolvimento de cooperação nos campos comercial, econômico, científico, técnico, cultural e humanitário, bem como a troca de pontos de vista sobre questões-chave da agenda internacional”, diz a nota do governo russo.

O presidente chegou há pouco ao hotel Four Seasons, no centro de Moscou, onde ficará hospedado durante sua visita oficial à Rússia. Ele utilizou uma entrada alternativa e, assim, não parou para falar com a imprensa. Uma diária no Four Seasons pode custar até 309 mil rublos, aproximadamente R$ 21 mil, de acordo com o site do hotel. O governo ainda não informou o valor gasto pela presidência da República na hospedagem do presidente em Moscou.

Bolsonaro chega a Moscou em meio à crise entre Rússia e Ucrânia. Por envolver questões globais altamente delicadas, o Itamaraty orientou o presidente a não tocar no assunto do conflito, salvo se provocado por Putin.

 

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