Ohad Zwwingenberg / AFP
Ohad Zwwingenberg / AFP

'Bolsonaro, detenha destruição da Amazônia', pede Greenpeace em Jerusalém

Cartaz gigante pendurado pela ONG na frente do hotel do presidente brasileiro cobra comprometimento no combate ao desmatamento da selva amazônica

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2019 | 11h19

JERUSALÉM - Com a inscrição "Bolsonaro, detenha destruição da Amazônia" em um cartaz gigante pendurado na muralha da Cidade Velha de Jerusalém, os ativistas do Greenpeace pediram nesta segunda-feira, 1º, que o presidente brasileiro se comprometa com a preservação do meio ambiente.

Vários membros da organização, usando coletes verdes, escalaram os muros centenários da parte antiga da Cidade Santa para colocar o cartaz  na frente do hotel onde Jair Bolsonaro está hospedado.

"Lembraremos ao presidente da importância da Amazônia em todos os momentos, sem descanso", declarou em comunicado publicado em português a seção da associação para o meio ambiente do Brasil, que denunciou que "uma área correspondente a dois campos de futebol da selva amazônica é desmatada a cada minuto".

A organização considera que a Amazônia "trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído" e considerou que isso "é inaceitável e deve ter um fim".

O protesto do Greenpeace precedeu a visita de Bolsonaro à basílica do Santo Sepulcro, o templo mais sagrado para o cristianismo, e o Muro das Lamentações, o lugar de culto mais importante para os judeus - ambos dentro da Cidade Velha de Jerusalém. No Muro das Lamentações, Bolsonaro deve ser acompanhado por Netanyahu.

Bolsonaro, que chegou no domingo a Israel para uma visita oficial de quatro dias - um sinal das boas relações de seu governo com o premiê israelense Binyamin Netanyahu -, anunciou a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, que não terá caráter diplomático.

A decisão frustrou israelenses e eleitores do presidente já que esta era uma de suas promessas de campanha. Neste segunda, no entanto, Bolsonaro afirmou que tomará uma decisão definitiva sobre o tema "bem antes" do fim de sem mandato, em 2022.

Por outro lado, os palestinos também ficaram irritados com o anúncio do presidente brasileiro e disseram que pedirão esclarecimentos a seu embaixador no Brasil sobre a decisão tomada pelo governo. / EFE

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