Julia Lindner / Estadão
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Bolsonaro diz que confrontos no Chile preocupam governo brasileiro

Presidente reiterou o seu alinhamento com Sebastián Piñera ao lembrar que este o apoiou em uma sessão da reunião dos países que compõem o G-7, em agosto

Julia Lindner, enviada especial, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2019 | 09h43

TÓQUIO - O presidente Jair Bolsonaro admitiu que os confrontos no Chile contra a gestão de Sebastián Piñera preocupam o governo brasileiro, mas evitou se estender no assunto. "Tudo o que acontece na América do Sul a gente se preocupa", disse o presidente após ser questionado por jornalistas. Ele deu a declaração durante um passeio que fez a pé pelas ruas de Tóquio. Bolsonaro está no Japão para a cerimônia de coroação do imperador Naruhito.

Bolsonaro reiterou o seu alinhamento com Piñera ao lembrar que o presidente chileno o apoiou em uma sessão da reunião dos países que compõem o G-7, em agosto. "O Piñera me apoiou muito no último G-7", comentou Bolsonaro nesta segunda-feira, 21.

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O presidente brasileiro se referiu ao período em que protagonizou uma troca de farpas com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre as queimadas na Amazônia. Na volta do G-7, Piñera visitou Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

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Ele não respondeu se entrou em contato com Piñera em meio aos confrontos no país ou se pretende fazê-lo. Também evitou dar sua opinião sobre o movimento popular que protesta contra o aumento no preço das passagens de metrô. As manifestações já deixaram sete mortos.

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