Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro minimiza risco de guerra e diz que Brasil faz linha 'pacífica'

Presidente afirma que tensão internacional não deve ter efeitos de longo prazo sobre o preço do petróleo

Bárbara Nascimento, Altamiro Silva Junior e Bruno Nomura, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2020 | 19h42

O presidente Jair Bolsonaro minimizou o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos e seus efeitos de longo prazo sobre o preço do petróleo. Em entrevista nesta tarde ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, o presidente afirmou acreditar que os iranianos “dificilmente” vão retaliar os americanos após a morte do general Qassim Suleimani. Bolsonaro disse ainda que Irã e Brasil mantêm conversas sobre exportação de alimentos, mas destacou que “países que dão cobertura a terroristas ficam cada vez mais para trás”.

Bolsonaro destacou uma conversa que teve hoje pela manhã com o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, para discutir as possíveis consequências no Brasil da tensão internacional. Segundo o presidente, Castello Branco avalia que a alta no preço do petróleo não deve se manter por muito tempo e deve ficar entre 5% e 6%, semelhante ao aumento causado pelo ataque com drones a uma refinaria de petróleo na Arábia Saudita em setembro do ano passado.

O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não vai retaliar os Estados Unidos: “É suicida da parte deles”, disse. Bolsonaro também avaliou que, em um conflito militar, “perde o mundo todo”, e defendeu que o posicionamento do Brasil no caso é “pacífico”: “Afinal de contas, nós não temos forças armadas nucleares como alguns países têm”.

Bolsonaro defendeu ainda o presidente americano, Donald Trump: “Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo”. O presidente voltou a dizer que tem contato direto com o presidente Trump, embora tenha afirmado que “não abuse” dessa “liberdade”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.