Sergio Lima / AFP
Sergio Lima / AFP

Bolsonaro diz estar 'totalmente empenhado' em ajudar os brasileiros que estão em solo ucraniano

Pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil não está neutro e não concorda com a invasão da Rússia na Ucrânia

Daniel Weterman, Natália Santos e José Maria Tomazela, enviado especial a São José do Rio Preto, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 11h52
Atualizado 24 de fevereiro de 2022 | 16h40

Brasília - O presidente Jair  Bolsonaro (PL) quebrou o silêncio e se pronunciou sobre o ataque russo à Ucrânia. Em rede social, o chefe do Executivo afirmou estar "totalmente empenhado" em proteger e auxiliar os brasileiros que estão na Ucrânia. Segundo ele, a embaixada em Kiev está "aberta e pronta a auxiliar" os cidadãos brasileiros no território ucraniano. 

Pela manhã, sem fazer referência aos ataques de tropas russas à Ucrânia, Bolsonaro disse, em São José do Rio Preto, que "comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça." A frase foi dita durante discurso do presidente na inauguração de obras de duplicação da rodovia Transbrasiliana.

Na semana passada, o presidente se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a quem manifestou "solidariedade" em relação à crise com a Ucrânia. Putin está à frente de um dos mais duros regimes comunistas do planeta. Bolsonaro fez a referência ao criticar os governos de esquerda da América Latina. "Comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça. Nós somos a maioria, nós vamos mudar o destino do Brasil", afirmou. No discurso, ele usava a camisa totalmente vermelha do América, time de futebol de Rio Preto.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil não está neutro e não concorda com a invasão da Rússia na Ucrânia. "O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano", disse Mourão.

"Se realmente essa invasão prosseguir da forma como está ocorrendo, vai haver um êxodo em massa dos ucranianos, uma nação de 40 milhões de habitantes, na direção da Europa Ocidental e vai ser um problemão aí", disse Mourão.

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