Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Bolsonaro repudia invasão à embaixada da Venezuela em Brasília

Presidente afirma que o governo está tomando medidas para resguardar a ordem pública

Gabriel Caldeira, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 14h27

O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou a invasão à embaixada venezuelana em Brasília por apoiadores do presidente autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó. Em suas contas nas redes sociais, Bolsonaro escreveu que o governo brasileiro repudia a interferência de atores externos, sem deixar claro quem seriam esses atores.

“Estamos tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”, completou o presidente.

Mais cedo, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) encaminhou nota afirmando que o presidente “jamais tomou conhecimento” ou “incentivou a invasão” da embaixada.

A nota diz que “como sempre há indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade”. O texto diz ainda que as forças de segurança, da União e do Distrito Federal estão tomando providências para que a situação se resolva “pacificamente”.

No entanto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, declarou apoio à ocupação da embaixada da Venezuela. “Ao que parece agora está sendo feito o certo, o justo”, disse o filho do presidente Jair Bolsonaro, por meio de uma declaração publicada no Twitter. Eduardo Bolsonaro é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. 

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