Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro sugere asilo a Evo em Cuba e diz que esquerda tomou conta do México

Ex-presidente da Bolívia, que renunciou no domingo, aceitou oferta de asilo feita pelo governo mexicano

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 21h18

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou nesta segunda-feira, 11, o aceite de Evo Morales, que renunciou no último domingo à presidência da Bolívia, à oferta de asilo no México. "Lá (no México) a esquerda tomou conta de novo. Tenho um bom país para ele: Cuba", afirmou Bolsonaro em frente ao Palácio do Alvorada

Horas após renunciar à presidência boliviana, Evo anunciou que havia uma ordem de "prisão ilegal" contra ele. "Denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um oficial da polícia anunciou publicamente que tem a instrução de executar uma ordem de prisão ilegal contra a minha pessoa", tuitou ele, que afirmou também que "grupos violentos" atacaram sua casa.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, informou nesta segunda, 11, que o asilo foi concedido a Evo porque "sua vida e integridade correm riscos". Ele explicou que informaria às autoridades bolivianas sobre essa decisão para que procedam para conceder um salvoconduto ao ex-presidente e garantias de que "sua vida, integridade pessoal e liberdade" não seriam colocadas em perigo".

No domingo, 10, na primeira manifestação pública sobre a saída de Evo da presidência, Bolsonaro fez uma defesa do uso do voto impresso nas eleições do Brasil. "Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do Presidente Evo Morales", escreveu o presidente no Twitter.

Para Entender

Crise na Bolívia: Guia para entender a queda de Evo Morales

Após 13 anos no poder, presidente não resiste a pressões das ruas e das Forças Armadas e abandona cargo; veja como isso aconteceu

"A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, de contagem de votos que possam ser auditados. O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil!", afirmou. O líder indígena boliviano havia sido reeleito presidente em 20 de outubro, em votação feita por meio de cédulas impressas em papel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.