Google Street View / Reprodução
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Bomba da 2ª Guerra em cidade italiana leva 54 mil pessoas a deixarem suas casas

Artefato de 1 metro de comprimento e mais de 200 kg foi encontrado durante reforma de sala de cinema em Brindisi

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2019 | 16h09
Atualizado 15 de dezembro de 2019 | 20h01

ROMA - A cidade de Brindisi, no sul da Itália, retirou neste domingo, 15, de casa 54 mil moradores durante uma operação para desativar uma bomba britânica da 2.ª Guerra. Foi o maior deslocamento do tipo no país desde o fim do conflito, em 1945.

O artefato tem 40 kg de dinamite, mede um 1 metro de comprimento e pesa mais de 200 kg. Ele foi encontrado no dia 2 de novembro durante a reforma de uma sala de cinema.

Em um raio de 1,5 km ao redor do local onde a bomba foi encontrada, todos os habitantes tiveram que deixar suas casas, enquanto em um perímetro de 500 metros, o gás foi cortado. Mais de mil membros das forças de segurança e 250 voluntários da Defesa Civil participaram da operação, que foi finalizada no mesmo dia. A bomba foi desativada por uma equipe do Exército, que irá detoná-la na segunda-feira em um local isolado.

Segundo a agência de notícias AGI, a operação, que afetou mais da metade dos moradores da cidade de 87 mil habitantes, começou no sábado com a transferência de 217 detidos da prisão local para outra penitenciária em Lecce, a 38 km de distância. O aeroporto e a estação ferroviária de Brindisi foram fechados. O governo local também precisou esvaziar dois hospitais e bloqueou as estradas. Para conter eventuais assaltos às casas vazias, a polícia colocou cinco drones para patrulhar a cidade.

Operações do tipo são comuns na Europa. Em fevereiro, o aeroporto de Ciampino, em Roma - segundo mais importante da capital italiana e muito usado por companhias aéreas de baixo custo -, foi fechado temporariamente após a descoberta de três bombas da 2.ª Guerra. Elas pesavam juntas 150 kg e tinha cerca de 75 kg de pólvora. Os três artefatos foram localizados durante as obras de manutenção da área onde as aeronaves estacionam. / AFP e EFE

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