Bomba em ônibus mata oito em Israel

Mais um atentado suicida aconteceu na madrugada deste domingo em Israel. Desta feita, um homem-bomba explodiu em um ônibus na região da Galiléia, norte do país, e deixou um saldo de, pelo menos, oito mortos e cerca de 50 feridos, vinte deles em estado grave. Eram cerca de 7h da manhã, e o ônibus que fazia a ligação entre as cidades de Haifa e Safed estava cheio, uma vez que a semana de trabalho em Israel tem início no domingo. O grupo muçulmano Hamas reivindicou, através de um telefonema, a autoria do atentado, que batizou de ?Operação Martírio?. O Hamas informou que o ato foi uma retaliação ao ataque aéreo israelense a Gaza, no dia 22 de julho, que matou o comandante militar da organização, Salah Shehada, seu assistente e outros treze palestinos, nove deles crianças. Logo após o bombardeio de Gaza, o Hamas afirmou que mataria cem israelenses para cada um de seus líderes que fosse assassinado por Israel. Trata-se do terceiro atentado em território israelense desde a última terça-feira. Nesse dia, um palestino suicida de 17 anos detonou uma bomba que feriu cinco pedestres diante de uma pensão na Rua dos Profetas, em Jerusalém. No dia seguinte, o Hamas perpetrou um ataque terrorista ao refeitório do pavilhão ?Frank Sinatra? da Universidade Hebraica de Jerusalém, no qual morreram sete pessoas e mais de noventa ficaram feridas. O secretário do Gabinete Nacional palestino, Ahmed Abdel Rajman, fez uma declaração afirmando ?compreender? o atentado contra os passageiros do ônibus na Galiléia, pois ?é o que se pode esperar, devido ao terrorismo de Estado exercido da parte de Israel?. Pouco antes do atentado deste domingo, fontes do Governo israelense comunicavam a realização de uma reunião entre o primeiro-ministro do país, Ariel Sharon, e dois ministros da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o do Interior, Abdel Rezak al-Iejie, e o da pasta de Finanças, Salem Fayad. A reunião, prevista para esta próxima semana, foi cancelada depois do ataque. Tampouco se sabe se as autoridades israelenses cumprirão agora a promessa de adotar uma série de ?medidas de alívio? para a população palestina da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, como por exemplo, permitir que 12 mil operários palestinos voltem a ocupar seus postos de trabalho em território israelense. Outros incidentes - Em um outro incidente na manhã deste domingo, um palestino armado foi morto por tropas israelenses no litoral norte da Faixa de Gaza, próximo à colônia judaica de Dougit. O palestino, que vestia roupa de mergulho, foi descoberto por um posto de observação do Exército de Israel quando tentava se aproximar de Dougit pelo mar. O homem estava armado com um fuzil de assalto AK-47 e várias granadas. Também neste domingo, na Cisjordânia, o exército israelense destruiu com explosivos oito casas pertencentes a famílias de palestinos autores de atentados.

Agencia Estado,

04 Agosto 2002 | 06h46

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