Bomba em Oslo atrasou ação da polícia na ilha

O atentado de Oslo, somado à mobilização das forças de segurança na capital, deu ao fundamentalista cristão Anders Behring Breivik mais de 90 minutos para praticar o massacre na Ilha de Utoya. As revelações foram feitas ontem pela polícia, por sobreviventes e testemunhas. Preocupada em isolar a capital, a polícia demorou para atender os pedidos de socorro vindos da ilha e da cidade de Hole, a 40 quilômetros de distância.

AE, Agência Estado

25 de julho de 2011 | 08h38

Os indícios apontam que os crimes foram uma mistura do atentado em Oklahoma City, em 1995, com o massacre de Columbine, em 1999, nos EUA. Além de ameaçar a vida do primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, de membros do alto escalão do governo e de moradores de Oslo, Breivik queria distrair as autoridades e ganhar tempo.

Após a explosão em Oslo, ele viajou até Hole, de onde cruzou de barco até chegar a ilha. Vestido de policial, Breivik chegou às 17h. Primeiro, atraiu a atenção dos adolescentes e fez com que todos acreditassem que ele estava ali para protegê-los.

"De repente, começamos a ouvir tiros atrás de uma pequena colina. Alguém disse: ?Mas quem está caçando aqui?? Na minha cabeça, não poderia ser nada além de um caçador", afirmou Khamshajiny Gunaratnam, um dos sobreviventes.

No continente, os primeiros tiros e gritos foram interpretados como brincadeira, segundo revelou à reportagem Anita Johbraaten, de 26 anos. "Todos ouviram que alguma coisa anormal estava acontecendo na ilha, mas a primeira reação foi acreditar que as pessoas estavam se divertindo", disse. "Quando ficou claro que era uma tragédia, as pessoas tentaram ajudar, mas não havia muito a ser feito." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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