Bomba em ponto de ônibus de Jerusalém deixa um morto e 39 feridos

Polícia qualifica episódio como atentado terrorista; nenhum grupo radical reivindicou ataque ainda

estadão.com.br

23 de março de 2011 | 10h30

  Equipes de resgate retiram ferido do ônibus. Ariel Schalit/AP

 

Atualizada às 15h12

JERUSALÉM -  Uma bomba explodiu em um ponto de ônibus lotado no centro de Jerusalém nesta quarta-feira, 23. De acordo com a embaixada de Israel em Brasília, uma mulher de 59 anos morreu e ao menos 39 pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave. O artefato danificou dois veículos que recolhiam passageiros. O governo de Israel qualificou o episódio como um atentado terrorista eo premiê Benjamin Netanyahu prometeu reagir. Nenhum grupo radical reivindicou o ataque até o momento.

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De acordo com o ministro de Segurança Pública de Israel, Yitzhak Aharonovich, o ataque não foi feito por um homem-bomba, mas por um pacote com um quilo de explosivos colocado na calçada. Segundo a rádio Israel, o dispositivo teria sido acionado por telefone. O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, pediu que a população retomasse a rotina após o atentado. "Mostraremos aos terroristas que não temos medo", disse.

 

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, acusou o Hamas por um ataque com foguetes ao sul do país, no começo do dia. "Não toleraremos que cidadãos israelenses sejam feridos, nem no sul do país, nem em Jerusalém. "O Hamas é responsável pelos ataques em Beer Sheba e isto tem um preço".  

 

Segundo um dos motoristas dos ônibus, a explosão foi muito forte. "Ouvi a explosão no ponto e mandei as pessoas descerem", disse Meir Hagid. O local da explosão fica na entrada de Jerusalém, próximo do principal terminal rodoviário da cidade.  Durante a Segunda Intifada palestina, no começo da década passada, ataques a ônibus e restaurantes eram comuns em Israel, mas o último atentado desta natureza em Jerusalém aconteceu há quatro anos.

 

Tensão crescente

 

A tensão na região tem aumentado siginificativamente nos últimos dias. Na semana passada, dois membros importantes do braço armado do Hamas foram mortos por um bombardeio israelense. Os palestinos reagiram na segunda-feira com morteiros lançados de Gaza ao sul de Israel. O grupo Jihad Islâmica assumiu a autoria dos disparos.

 

Ontem, em represália aos ataques, o Exército israelense matou oito palestinos na Faixa de Gaza, na mais violenta ofensiva ao território - controlado pelo grupo radical Hamas - nos últimos meses. Hoje pela manhã, militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel. Dois deles atingiram a cidade de Beer Sheva. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.  O Exército israelense respondeu com novos bombardeios ao território palestino.

 

De acordo com o jornal Haaretz, Netanyahu se lamentou a morte de civis palestinos. "É lamentável que o ramos continue a lançar foguetes contra cidadãos israelenses enquanto usa civis como escudos humanos", disse.  "O Estado de Israel não tem intenção de deteriorar a situação, mas as Forças Armadas continuarão a agir para defender os cidadãos israelenses".

 

A escalada de violência é a mais grave desde a invasão da Faixa de Gaza no final de 2008, conhecida como Operação Chumbo Fundido, que deixou 1,4 mil mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.  O vice-primeiro-ministro de Israel, Silvan Shalom, afirmou que se a violência continuar, "não teremos alternativa, exceto uma segunda operação Chumbo Fundido".

Com Reuters, AP e BBC

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