Saharareporters/AP
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Bomba explode em escritório da ONU na Nigéria e mata pelo menos 18

Caminhão-bomba teria destruído ala onde funcionava a representação da Unicef no país

estadão.com.br

26 de agosto de 2011 | 07h57

ABUJA - Uma bomba explodiu nesta sexta-feira, 26, no escritório da ONU em Abuja, na Nigéria, informou um porta-voz da organização às agências de notícias. Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 8 ficaram feridas no ataque, segundo Mike Zuokumor, responsável pela polícia no local. 

 

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"Falamos com nossos colegas em Lagos, que confirmaram que a explosão foi causada por uma bomba. Não temos maiores informações até agora", disse Alessandra Vellucci, porta-voz na organização em Genebra, sem confirmar o número de mortes.

 

 

Um membro das forças de segurança em Abuja afirmou que aparentemente o prédio foi alvo de um caminhão-bomba.

 

Um funcionário do escritório da ONU em Lagos afirmou que a explosão ocorreu na ala do prédio onde ficava a representação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Uma asa inteira do edifício de 5 andares teria sido destruída. Cerca de 400 pessoas trabalham no local. 

 

Michael Ofilaje, um funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no escritório de Abuja, disse à Associated Press que "muitas pessoas morreram" e que havia "corpos espalhados" no local. Ofilaje disse que a explosão "ocorreu no porão e sacudiu o prédio".

 

Segundo testemunhas no local, pessoas feridas foram retiradas do edifício e levadas para o Hospital Nacional de Abuja.

 

 
Segundo a BBC, o ataque ocorreu por volta das 11h (horário local) em bairro no centro da cidade que abriga prédios de organizações internacionais e representações diplomáticas, perto da embaixada dos EUA.

 

Até o momento nenhum grupo reivindicou o atentado, porém a Nigéria, um país rico em petróleo, enfrenta ameaças em várias frentes.

 

Com 150 milhões de habitantes, a Nigéria é dividida entre o sul de maioria cristã e o norte muçulmano. Nos últimos meses, o país enfrenta a crescente ameaça da seita radical Boko Haram, que almeja implementar uma versão estrita da lei islâmica.

 

 

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