Bomba explode em estação de metrô de Santiago do Chile

Governo diz que 14 pessoas ficaram feridas e condena 'ato terrorista' 

O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2014 | 15h33

(Atualizada às 16h23) SANTIAGO DO CHILE - A explosão de uma bomba na estação de metrô Escola Militar, em Santiago do Chile, deixou 14 feridos nesta segunda-feira, 8. Segundo os bombeiros, a bomba estava em uma área de alimentação da estação e explodiu por volta de 14 horas.

O comandante dos Bombeiros Ivo Zuvic García disse que a explosão foi provocada por lascas que estavam dentro de um recipiente perto das barracas de alimentação. "Minhas pernas tremeram porque foi um barulho enorme. Parte do piso caiu em uma senhora. Disseram que havia pessoas jogadas pelo chão", disse uma testemunha ao canal 24 horas.

O governo chileno condenou a explosão e qualificou a ação de "terrorista". "Pessoas inocentes foram afetadas por esse ato terrorista. O governo invocará a Lei Antiterrorista", afirmou o porta-voz do governo, Álvaro Elizalde.

O vice-secretário do Interior, Mahmud Aleuy, disse que já foram identificadas as características de um carro que usado por dois supostos suspeitos de terem colocado a bomba no local.



o comandante do Corpo de Bombeiros de Santiago, Mauricio Repeto, disse que os feridos foram levados para clínicas próximas ao local, "algumas com fraturas expostas e outras com problemas auditivos em decorrência da explosão". Uma das vítimas é funcionária da limpeza da estação e perdeu vários dedos da mão.

Durante este ano, 28 bombas explodiram em diversos lugares da cidade, uma delas em outra estação de metrô. Uma intensa campanha policial interrompeu os ataques há cerca de um mês.

A explosão desta segunda ocorre a quatro dias do aniversário do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, em 1973. / AFP, AP e REUTERS

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