Bomba explode na sede da estatal de petróleo da Venezuela

Uma bomba explodiu nos escritórios da companhia estatal de petróleo da Venezuela, em Caraca, na madrugada desta quarta-feira, ferindo um motorista de táxi que estava passando em frente à sede da PDVSA, e causando danos a 13 andares do edifício. Foi a terceira bomba a explodir na capital venezuelana este ano, em meio a uma onda de violência que frustrou os esforços, que mereceram apoio internacional, no sentido de governo e oposição chegarem a um acordo para a realização de um referendo sobre a presidência de Hugo Chávez. Leopoldo López, o prefeito do distrito onde se localiza a sede da estatal, disse que o taxista foi hospitalizado com ferimentos leves e que nenhum suspeito pelo incidente foi detido. Em separado, um acidente na refinaria de El Palito, no oeste da Venezuela, matou esta manhã dois operários e feriu outros dois, disse o gerente local, Asdrubal Chávez. O acidente foi causado pela ruptura de uma válvula, que permitiu a liberação de um gás tóxico, disse Chávez. O gerente, que é primo do presidente Hugo Chávez, garantiu à imprensa que a refinaria já voltou a operar normalmente e que uma equipe já começou a investigar as causas do desastre. Foi o terceiro acidente industrial ocorrido em uma instalação da PDVSA este ano. Os dois primeiros, no final de abril - um na refinaria de Paraguaná e outro na de José, no leste do país, mataram duas pessoas e provocaram queimaduras graves em duas outras. Um dirigente de um grupo de ex-trabalhadores da PDVSA , Hugo Medina, atribuiu os acidentes à falta de medidas de segurança e à imperícia dos atuais dirigentes da estatal petrolífera. Grande parte do pessoal da PDVSA foi demitida pelo governo após a longa greve do início deste ano.

Agencia Estado,

16 Julho 2003 | 16h33

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