Bomba explode no Irã próximo ao local onde 11 morreram

Uma bomba explodiu no sudeste do Irã no final desta sexta-feira, próximo ao lugar onde uma outra explosão matou 11 membros de elite da Guarda Revolucionária do Irã, segundo a agência de notícias IRNA."Há alguns minutos o som de uma explosão de uma bomba foi ouvido em Zahedan", disse a agência. Nenhum detalhe adicional foi dado, nem se a explosão deixou mortos ou feridos. A agência de notícias Fars afirmou que conflitos estouraram entre a polícia iraniana e insurgentes armadas seguindo a explosão em Zahedan, sem confirmação imediata. "Os bandidos estavam atirando nas pessoas após a explosão da bomba em uma escola. Os confrontos ainda ocorrem entre a polícia e os bandidos armados", disse a agência.O atentado da quarta-feira, que matou ao menos 11 pessoas, ocorreu quando um carro detonou um ônibus das Guardas Revolucionárias iranianas. O incidente foi também na cidade de Zahedan, capital da província de Sistan-Baluchestan, na fronteira com o Paquistão.As explosões de sexta-feira vieram horas depois do funeral dos 11 mortos. Militantes de um grupo sunita chamado Jundallah, ou Brigada de Deus, que foi culpado pelos ataques anteriores a soldados iranianos, assumiu a responsabilidade pelo bombardeio do dia 14. O Irã acusou os EUA de ajudar os militantes a desestabilizar o país. A acusação alimentou as tensões entre Teerã e Washington.A Fars disse que as explosões do dia 16 ocorreram em uma escola feminina de Zahedan. "Insurgentes começaram a atirar nas pessoas após a explosão. Confrontos continuam acontecendo entra a polícia e revoltosos armados. A polícia isolou a área".A televisão dirigida pelo Estado do Irã mostrou montagens de residentes de Zahedan marchando nas ruas, carregando caixões dos soldados mortos para o enterro. A multidão gritava "morte aos hipócritas", em referência aos rebeldes.Separadamente, a IRNA citou uma anônima "autoridade respeitável" dizendo que um dos presos acusados de involvimento no bombardeio de quarta-feira, identificado como Nasrollah Shanbe Zehi, havia "confessado" que os ataques eram parte dos planos dos EUA para provocar violência étnica e religiosa no Irã."Esse pessoal que estava por trás do bombardeio confessou que quem os treinou falava em inglês", disse a IRNA citando a autoridade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.