AFP PHOTO / Greg Baker
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Bomba feita por jovem com problemas de saúde provocou explosão perto de creche na China

Autoridades encontraram material explosivo no apartamento do suspeito, que morreu na explosão; polícia disse que ele sofria um distúrbio do sistema nervoso

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 17h22

PEQUIM - A explosão ocorrida na quinta-feira 15 na entrada de um jardim de infância na China, que matou oito pessoas, foi provocada por uma bomba fabricada por um jovem com problemas de saúde. Ele acabou morrendo na ação, anunciaram as autoridades locais.

"Material explosivo foi encontrado no apartamento do homem de 22 anos", identificado como Xu, afirma um comunicado divulgado pelo Ministério da Segurança Pública de Fengxian, cidade do leste do país onde aconteceu a tragédia. Autoridades acreditam que ele fabricou um explosivo caseiro em sua residência.

O criminoso escreveu as palavras "morte" e "destruição", entre outras, em uma parede de seu apartamento. Afetado por um distúrbio do sistema nervoso que pode provocar problemas cardíacos e de pressão arterial, ele havia abandonado os estudos, mas trabalhava perto da creche, segundo o comunicado da polícia, que não deu mais detalhes.

A explosão matou oito pessoas e deixou 65 feridos. Alunos e professores estavam nas salas no momento da tragédia e nenhum deles foi atingido, de acordo com as autoridades.

A emissora CCTV divulgou imagens do tumulto na entrada da creche no momento da explosão, com inúmeras pessoas, tantos adultos como crianças, deitadas no chão, ao lado de manchas de sangue. Na gravação, se escutam gritos de pessoas pedindo ajuda, enquanto alguns dos feridos tentavam se levantar. A explosão fez com que vários indivíduos "saíssem voando" por alguns metros, de acordo uma testemunha.

O ministro da Segurança Pública, Guo Shengkun, ordenou uma investigação "rápida" e exigiu "controles reforçados", segundo a agência de notícias oficial Xinhua. O vice-ministro do departamento, Huang Ming, viajou para o local da explosão para para supervisionar as investigações. / EFE e AFP

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