''Bomba iraniana pode ser para defesa'', diz Alencar

No dia em que se realizou, em Washington, a Conferência de Segurança Nuclear, durante a qual se discutiu a imposição de sanções ao Irã, o presidente em exercício José Alencar defendeu ontem a possibilidade de os iranianos enriquecerem urânio para ser usado em artefatos nucleares para fins pacíficos.

Tânia Monteiro, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

 

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"Mesmo quando é para um artefato nuclear, é também para fins pacíficos porque é para dissuasão", declarou Alencar, em conversa com jornalistas. Seguindo a linha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alencar disse ainda que é importante a manutenção do diálogo com o Irã, para não deixar o país isolado.

Para Alencar, o apoio do Brasil ao Irã, na questão do enriquecimento de urânio, "não é um problema ideológico, é um problema de solidariedade". Segundo Alencar, "se o Irã está querendo desenvolver energia nuclear para fins pacíficos, nós também queremos".

Questionado sobre o fato de o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não ser considerado um líder confiável para ter armas nucleares, Alencar desconversou alegando que o Brasil tem por princípio a não intervenção em assuntos internos de outros países. "É o estilo dele", disse Alencar, defendendo, em seguida, a reforma do Conselho de Segurança da ONU.

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