Bomba mata sete no noroeste da China

Região de Xinjiang é conhecida pelo movimento separatista dos muçulmanos uigures

Efe

19 de agosto de 2010 | 11h52

PEQUIM - A explosão de uma bomba acoplada a um triciclo matou pelo menos sete pessoas e feriu outras 14 na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, informou nesta quinta-feira, 19, a agência oficial Xinhua.

 

Segundo Hou Hanmin, porta-voz do governo provincial em Urumqi, o fato ocorreu em torno das 10h30 locais (0h30 de quarta-feira, no horário de Brasília) quando um homem de etnia uigur dirigiu um veículo de três rodas carregado de explosivos contra uma multidão em Aksu, cidade próxima à fronteira com o Quirguistão. A porta-voz acrescentou que se tratou de um "ataque proposital".

 

A Polícia deteve o suposto atacante, que ficou ferido na ação, mas não deu mais detalhes sobre o incidente. Trata-se do pior incidente na província de Xinjiang desde as revoltas interétnicas de julho do ano passado, que causaram a morte de pelo menos 198 pessoas e deixaram mais de 1.600 feridos, segundo dados do Governo chinês, no pior massacre no país desde o da Praça da Paz Celestial, em 1989.

 

Xinjiang esteve habitada durante séculos pelos uigures, uma etnia muçulmana, até que os colonos chineses começaram a chegar à região após a ocupação das tropas comunistas, em 1949. Os uigures acusam o governo chinês de reprimir e segregar sua cultura e de torturar seus membros ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo.

 

Pequim argumenta que os uigures têm vínculos com grupos terroristas, enquanto grupos de direitos humanos e representantes da etnia no exílio acusam o regime comunista de usar essa justificativa para aumentar a repressão.

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