Bomba não detonada no lançamento explode e mata seis em Gaza

Jornalista italiano morreu e fotógrafo palestino ficou ferido na explosão; polícia usa trégua para tentar desarmar explosivos

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 08h46

Atualizada às 15h 

CIDADE DE GAZA - A explosão de uma bomba não detonada ontem na Faixa de Gaza matou seis pessoas, incluindo três membros da unidade de desativação de bombas da polícia palestina, disseram autoridades médicas e policiais.

O jornalista italiano Simone Camilli está entre os mortos, disseram autoridades médicas. Camilli trabalhava como videorrepórter para várias agências de notícias, entre elas a Associated Press.

A explosão ocorreu em Beit Lahiya, cidade ao norte da Faixa de Gaza que foi cenário de intensos confrontos entre forças israelenses e militantes palestinos.

A bomba havia sido lançada antes da recente trégua de 72 horas por um F-16 israelense e não havia explodido na queda, por isso, os homens tentavam desarmá-la.

Em comunicado, a polícia de Gaza disse lamentar as mortas de três de seus homens, identificando como o chefe da equipe antibombas local, seu vice e outro oficial.

O irmão de um dos especialistas, Najy Abu Murad, disse à agência italiana Ansa que ele era perito em neutralização de explosivos e sempre agiu com muita cautela. 

A operação de neutralização do explosivo começou no início da manhã, após o projétil ser transferido do ponto onde caiu para um campo de futebol próximo.

De acordo com Murad, isso fez com que o número de possíveis vítimas diminuísse. No mesmo campo, nos últimos dias, foram desativadas outras bombas.

A desativação de bombas só é possível pela trégua humanitária de 72 horas estar sendo respeitada pelos dois lados do conflito.

Um cessar-fogo de três dias, em vigor desde segunda-feira, deu aos especialistas no descarte de bombas palestinos a oportunidade de buscar aparatos não detonados para desativação. / REUTERS

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