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Bomba usada em Manchester era 'potente e sofisticada', diz NYT

Jornal americano teve acesso a fotos feitas pela polícia britânica no local do atentado e procurou especialistas em manejo de explosivos para analisar pistas deixadas pelo terrorista Salman Abedi

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2017 | 17h38

NOVA YORK - A bomba detonada pelo jovem suicida em Manchester na noite de segunda-feira, que deixou 22 mortos e dezenas de feridos, seria composta por um potente explosivo e estaria escondida em um colete preto ou em uma mochila azul, de acordo com informações preliminares das autoridades britânica

A avaliação inicial do explosivo, com base em evidências fotografadas e coletadas o local do atentado, não permite deduzir qual seria a quantidade ou o tipo de explosivo que formava a carga denotada por Salman Abedi. É possível dizer, no entanto, que se tratava de um dispositivo artesanal fabricado depois de uma "profunda reflexão e com cuidado", segundo o jornal americano.

Especialistas em manejo de explosivos consultados pelo NYT afirmaram ser possível deduzir que a bomba era "potente, dotada de uma carga ultrarrápida e que o projétil foi colocado com cuidado e metodicamente" para causar o maior dano possível.

As imagens feitas pelas autoridades britânicas mostram pedaços de metal e parafusos arremessados pela explosão e a destruição causada por estes estilhaços em portas de metal e nas paredes da Manchester Arena. Além disso, a avaliação do local muitos corpos foram localizados sugere que a maioria das vítimas estava uma um grande semicírculo ao redor do terrorista, cujo torso foi arremessado para uma outra região.

Certos detalhes da bomba também sugere que a bomba foi desenvolvida por um especialistas em explosivos de forma a reduzir o risco de falhas. As autoridades encontraram uma bateria de bateria de 12 volts no local - mais potente do que as utilizadas normalmente para este tipo de artefato.

O possível detonador, que as autoridades teriam localizado na mão esquerda do terrorista, também era pouco comum e teria um pequeno circuito impresso. As imagens não permitem concluir, porém, se o dispositivo contaria com um retardador, um receptor para ativá-lo à distância, ou uma combinação de ambos.

Segundo especialistas, esta possível redundância poderia ter sido instalada para dar diferentes opções que permitiriam ativar o explosivo pelo suicida ou pela célula que planejou o atentado. Esta seria mais uma característica de que o dispositivo não seria uma bomba simples como as usadas na maioria dos atentados. / NYT

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