Bombardeio contra Al-Qaeda deixa 50 mortos no Paquistão

Aviões de guerra paquistaneses bombardearam um suposto centro de treinamento da rede extremista Al-Qaeda perto da fronteira com o Afeganistão, destruindo um grande galpão de alvenaria e matando pelo menos 50 suspeitos, informou o Exército do Paquistão. A maioria das vítimas seria composta por militantes usbeques, árabes e chechenos. O ataque foi um dos mais violentos nos combates nesta remota região de fronteira, considerada um possível esconderijo do milionário saudita Osama bin Laden.O general Shaukat Sultan, porta-voz do Exército paquistanês, disse à Associated Press que pelo menos 50 pessoas morreram. De acordo com ele, o número de vítimas ainda pode aumentar. Sultan garantiu que 90% dos mortos eram estrangeiros. Acredita-se que o local era utilizado para o treinamento de supostos militantes da Al-Qaeda. "Os elementos estrangeiros que operam nas áreas tribais têm ligação com a Al-Qaeda", assegurou Sultan. Ele não dispunha de nenhuma informação sobre a presença de importantes líderes da rede extremista no local atacado. O Paquistão tem exagerado com freqüência a amplitude de suas operações militares, alegando capturar ou matar militantes estrangeiros para mais tarde corrigir a informação e dizer que os suspeitos eram moradores locais. Em outras ocasiões, alegam ter encurralado importantes líderes da Al-Qaeda, mas as prisões nunca se concretizam.

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