Bombardeio da coalizão dos EUA mata 76 civis no Afeganistão

Entre os mortos estão 19 mulheres e 50 crianças e jovens; Exército dos EUA diz que 30 insurgentes morreram

Efe e Associated Press,

22 de agosto de 2008 | 14h57

O Ministério do Interior do Afeganistão afirmou nesta sexta-feira, 22, que um bombardeio da coalizão liderada pelos Estados Unidos na província afegã de Herat matou 76 civis, entre eles 19 mulheres e 50 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. O Exército americano, porém, afirma que 30 militantes foram mortos em operações na região.   O ataque aéreo aconteceu em um povoado do distrito de Shindand. O governo acrescentou ainda que um número indeterminado de civis ficaram feridos, alguns deles com gravidade. Horas antes da divulgação da nota do Ministério, o porta-voz do comando americano no Afeganistão Rumi Nielson-Green tinha assegurado que em Shindand foram mortos 30 supostos insurgentes, inclunido um alto líder do Taleban, e outros cinco foram detidos em combates com as tropas americanas e afegãs.   "O Exército afegão e as forças da coalizão mataram 30 insurgentes, entre eles o mulá Sadiq, conhecido comandante taleban", afirmou o porta-voz americano. "Não foram registradas baixas civis ou por fogo amigo".   O porta-voz do Ministério afegão, Mohammad Zaher Azimi, confirmou a operação em Shindand, mas disse que cinco dos 30 mortos eram civis. O governo enviou uma delegação de dez membros ao povoado de Aziz Abade, situado na região de Naw Abade, para investigar o caso.   Neste mesmo distrito, situado na província onde estão destacadas tropas espanholas integrantes da missão da Otan no país, um bombardeio das forças dos EUA causou a morte de 51 civis no final de abril de 2007. Ainda que o comando americano afirme que os mortos eram militantes, a investigação realizada por uma equipe da ONU confirmou as mortes de civis. O incidente provocou um grande protesto do presidente afegão, Hamid Karzai, e levou a coalizão a pedir por uma maior coordenação entre as tropas americanas e o Exército afegão para evitar mais baixas entre civis.

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