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Bombardeio de coalizão árabe a casamento no Iêmen deixa pelo menos 131 mortos

Segundo agência de notícias controlada pelos rebeldes houthis, todas as vítimas são civis - a maioria delas mulheres e crianças

O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 15h44

SANAA - Pelo menos 131 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na segunda-feira, 28, em um bombardeio da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita contra um casamento na província de Taiz, no sudoeste do Iêmen, informou a agência oficial de notícias "Saba", controlada pelo movimento rebelde dos houthis.

Segundo a agência iemenita, o saldo ainda é provisório e todas as vítimas são civis, a maioria delas mulheres e menores. O Ministério do Interior iemenita, também sob o controle dos houthis, disse em comunicado que entre os mortos há pelo menos 70 mulheres.

A Saba detalhou que o ataque aconteceu na zona de Wahya, na região de Dabab, situada perto do porto de Maja, no litoral do Mar Vermelho. 

Além disso, a emissora garantiu que os serviços de resgate continuam o trabalho "em meio à grande dificuldade pela escassez de pessoal médico e combustível para as ambulâncias".

Segundo a imprensa local, o bombardeio tinha como alvo dois khaimas e uma concentração de veículos, que estavam perto do lugar onde ocorria o casamento. 

Por outro lado, a agência oficial de notícias iemenita informou que a coalizão árabe efetuou hoje mais de 30 bombardeios contra posições dos rebeldes e seus aliados na província petrolífera de Marib, no norte do Iêmen.

Os houthis e as forças leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh tentam controlar as províncias de Marib e Taiz para se situar em uma posição mais forte visando futuras negociações com o governo do atual líder, Abd Rabb Mansour Hadi.

Na segunda-feira, pelo menos 28 civis morreram e outros 17 ficaram feridos em um bombardeio da coalizão árabe sobre uma população situada perto da fronteira iemenita com a Arábia Saudita, segundo a Saba.

A coalizão liderada por Riad atua no Iêmen contra os houthis desde março, quando os rebeldes conseguiram expulsar Hadi da cidade de Áden, para a qual o presidente retornou na semana passada após os progressos registrados no terreno por suas tropas, respaldadas pela aviação árabe. / EFE

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