Bombardeio em cidade iraquiana controlada pelo EI deixa 100 mortos

Bombardeio em cidade iraquiana controlada pelo EI deixa 100 mortos

Deputado local pediu a formação de uma comissão para investigar o fato, para conhecer a identidade dos equipamentos que causaram o que qualificou de 'catástrofe humana'

O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2016 | 21h53

BAGDÁ - Pelo menos 100 pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas nesta quarta-feira,7, em três ataques aéreos na cidade de Al-Qaim, no Iraque, perto da fronteira com a Síria e controlada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), disse à agência EFE o deputado Mohammed al-Dulaimi, membro do conselho da Província de Anbar.

"Aviões de guerra lançaram três ataques contra diferentes lugares de um mercado da cidade de Al-Qaim, situada no oeste da província de Anbar", da qual Al-Dulaimi é deputado.

O porta-voz da coalizão internacional contra o EI, o coronel John L. Dorrian, afirmou em sua conta oficial no Twitter que os aviões da aliança comandada pelos Estados Unidos não lançaram ataques na região no momento do incidente.

Al-Dulaimi pediu a formação de uma comissão para investigar o fato, para conhecer a identidade dos equipamentos que causaram o que qualificou de "catástrofe humana".

O Parlamento provincial de Al-Anbar realizará uma reunião de urgência para discutir o ocorrido e tomar as medidas necessárias, segundo Al-Dulaimi.

O presidente do Congresso dos Deputados iraquiano, Salim al-Jabouri, também pediu a abertura de uma investigação sobre o ocorrido e condenou "a operação aérea contra os civis da cidade de Al-Qaim, assim como contra os mercados".

Além disso, o político iraquiano responsabilizou o governo por "esse erro" e pediu que tome as medidas necessárias para garantir que os ataques contra civis não se repitam.

"Os civis de Al-Qaim e de outras localidades do leste de Anbar sofrem há mais de dois anos o assédio e a perseguição sistemática dos terroristas do EI e hoje foram alvo de um bombardeio que acentua seu sofrimento" disse o político iraquiano, antes de exigir a rápida libertação da região. / EFE

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