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Bombardeio israelense mata 10 palestinos; 8 são civis

Um ataque aéreo promovido por Israel contra um suposto militante palestino provocou a morte de dez pessoas na Faixa de Gaza nesta terça-feira, entre elas oito civis, informaram testemunhas e fontes hospitalares.O ataque tinha como alvo um palestino suspeito de organizar disparos de foguetes rústicos contra alvos israelenses. Além do suspeito, morreram mais nove pessoas, entre elas um suposto cúmplice, duas crianças e três médicos que dirigiam-se ao local pouco depois de uma primeira explosão.A morte de pelo menos oito civis no bombardeio contra a Cidade de Gaza deverá acentuar ainda mais o sentimento anti-israelense nos territórios palestinos.Na semana passada, uma embarcação de guerra de Israel atacou uma praia de Gaza, matando oito civis palestinos, sendo sete membros de uma mesma família, entre elas duas crianças e três adolescentes.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, qualificou o episódio desta terça-feira como "terrorismo de Estado" praticado por Israel. Ele acusou o Estado judeu de tentar eliminar o povo palestino."Todos os dias há mártires, mortos e feridos, todos inocentes. Eles querem eliminar o povo palestino, mas permaneceremos firmes em nossa terra. Queremos estabelecer um Estado e viver em paz. O que Israel pratica chama-se terrorismo de Estado", denunciou.O primeiro-ministro da ANP, Ismail Haniye, exigiu a criação de uma comissão internacional para "investigar os crimes brutais e os massacres promovidos por Israel" contra o povo palestino.HamasO porta-voz do governista Hamas, Sami Abu Zuhri, acusou o mundo de indiferença à morte de civis palestinos nas ações militares promovidas por Israel."O Hamas e todos os grupos de resistência armada não têm escolha a não ser proteger seu povo. O mundo tem responsabilidade pela situação explosiva que envolve toda a região", assegurou o porta-voz.O grupo islâmico Hamas anunciou na semana passada que abandonaria uma trégua de 16 meses por causa do ataque israelense à praia de Gaza que matou oito civis.O exército israelense alega que o bombardeio desta terça-feira teve como alvo militantes que pretendiam disparar foguetes contra alvos no sul de Israel.De acordo com testemunhas, um primeiro míssil disparado errou o veículo no qual viajavam um suposto militante e um cúmplice. O carro, porém, bateu no meio-fio. Logo a seguir, dois mísseis atingiram o veículo em cheio.O ataque israelense provocou um total de dez mortes e deixou 32 pessoas feridas. Os dois militantes mortos seriam Hamoud Wadiya, da Jihad Islâmica, e Shawki Sayklia, um suposto cúmplice cuja filiação é desconhecida."O inimigo sionista insiste em derramar o sangue palestino. Nós insistiremos na resistência e na guerra santa", disse um líder da Jihad Islâmica em Gaza, Khader Habib.O ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, disse que o Estado judeu não demonstrará mais contenção nas ações contra militantes palestinos supostamente engajados em operações contra Israel.Israel defende sua política de "assassinato seletivo" de supostos militantes como necessária para evitar ações armadas palestinas.Grupos de defesa dos direitos humanos, líderes palestinos e a comunidade internacional denunciam que a política representa execução sumária de suspeitos.

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