REUTERS/Khaled Abdullah
REUTERS/Khaled Abdullah

Bombardeio mata 11 em hospital do MSF no Iêmen

Ataque ocorreu em Abs, na província de Hashah; entidade monitora danos do ataque e número de vítimas no local

O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2016 | 18h34

Um bombardeio da coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate rebeldes xiitas no Iêmen atingiu um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras e matou 11 pessoas. O ataque ocorreu no noroeste do país, em Abs, na província de Hashah. A ONG informou que está avaliando os danos e as vítimas do ataque. 

Os mortos são pacientes que estavam no centro médico e um engenheiro iemenita que trabalhava para o MSF no hospital, situado na cidade de Abs. Um das testemunhas, Mustafa Mohammed, disse que dois terços do hospital ficaram destruídos e que os feridos estão recebendo atendimento de urgência na parte que ficou de pé e está operacional.

Os aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita seguem sobrevoando a região. Até a noite de ontem,  existia o temor de que poderia haver novos bombardeios. 

Abs fica na província de Hashah, localizada cerca de 130 quilômetros ao noroeste da capital, Sanaa, e a 65 quilômetros da fronteira com a Arábia Saudita. A cidade fica próxima da estrada que liga o porto de Al-Hudeida, no Mar Vermelho, com a passagem fronteiriça de Harad, a principal entre o Iêmen e a Arábia Saudita, e por ela passa também a principal estrada entre Sana e a fronteira.

Essa não é a primeira vez que um centro médico administrado pela MSF é atacado por aviões da coalizão árabe em território iemenita, como denunciou a organização humanitária em várias ocasiões, mas a aliança militar sempre negou este fato.

No dia 10 de janeiro, quatro pessoas morreram depois que um projétil caiu em um hospital da MSF na província de Saada, vizinha a Hashah e principal reduto dos rebeldes houthis - xiitas apoiados pelo Irã que tentam tomar o controle do país.

A coalizão árabe, integrada por países muçulmanos sunitas, realiza uma intervenção no Iêmen contra os rebeldes xiitas desde março de 2015, quando estes expulsaram o presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi do país./ EFE

 

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