Bombardeio no Paquistão mata pelo menos quatro terroristas

Pelo menos quatro terroristas estrangeiros morreram no bombardeio feito pelos EUA, na vila de Damadola, próxima à fronteira afegã, disseram as autoridades paquistanesas.Um comunicado, redigido pela administração semi-autônoma das regiões tribais paquistanesas que fazem fronteira com o Afeganistão, informa que entre 10 e 12 extremistas internacionais foram convidados a um jantar na vila na sexta-feira, dia do ataque. Foi a primeira confirmação oficial, feita pelas autoridades paquistanesas, de que militantes internacionais foram mortos nos ataques à vila de Damadola. Mulheres e crianças também morreram, fazendo com que a comunidade islâmica local desse início a uma série de protestos.Oficiais da inteligência paquistanesa disseram que Ayman al-Zawahri, o tenente braço direito de Osama Bin Laden, foi convidado para um jantar na vila atacada para comemorar um feriado islâmico. Mas ele não compareceu e mandou substitutos em seu lugar. O comunicado oficial, citando a principal autoridade na região de Bajur, onde Damadola se localiza, disse que as descobertas a respeito dos terroristas encontrados estão todas especificadas em um relatório redigido por uma "junta de investigação", mas não falava quem fazia parte de tal junta. "Quatro ou cinco terroristas internacionais foram mortos neste bombardeio, seus corpos foram levados por seus companheiros para esconder a verdadeira razão do ataque", dizia o comunicado.Em Washington, um oficial americano de táticas antiterrorismo disse, nesta segunda-feira, que ainda não é oficial se Al-Zawahri foi morto.Uma autoridade, que falou sob a condição de anonimidade devido à delicadeza do problema, disse que um conjunto de prédios que foi atingido no ataque já tinha sido visitado, anteriormente, por várias figuras terroristas importantes. O ataque se tornou uma vergonha para o Islamabad, um firme aliado dos EUA na guerra ao terrorismo. Uma grande parte da população de 150 milhões de pessoa se opões à ajuda que o governo oferece aos Estados Unidos em sua guerra contra a Al-Qaeda e o Taleban.

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