Bombardeio no Sri Lanka deixa 52 civis mortos

ONU denuncia que bombas de fragmentação são usadas nos confrontos entre Exército e rebeldes tameis

Agências internacionais,

04 de fevereiro de 2009 | 08h24

Pelo menos 52 civis foram mortos no bombardeio da cidade de Suranthapuram, no Sri Lanka, segundo afirmou um porta-voz da ONU na ilha, que denunciou um ataque com bombas de fragmentação contra o último hospital existente na região sob controle da guerrilha. "Não sabemos quem é o responsável ou quantas bombas atingiram", Disse Gordon Weiss. O hospital foi esvaziado na manhã desta quarta-feira, 4, após 16 horas de bombardeio.  O Sri Lanka vive uma guerra civil entre as tropas leais ao governo e os militantes do Exército de Libertação dos Tigres do Tamil Eelan (LTTE), que desde 1983 luta para criar um Estado independente no norte e no leste do país para a minoria tâmil. Embora todos os olhares apontem ao Exército, um porta-voz militar negou que os ataques contra o hospital tenham sido obra das forças cingalesas, em linha com a versão oficial do governo, que diz não atuar contra alvos civis. Weiss denunciou também um bombardeio com bombas de fragmentação contra o hospital de Puthukudiyirippu, uma das últimas zonas em poder dos Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (LTTE), que foi atacado em várias ocasiões desde domingo. "Parece que o hospital foi esvaziado. Nessa área estão presos 15 trabalhadores da ONU e suas famílias, além de outras 81 pessoas, cuja segurança nos preocupa", assegurou o porta-voz. Segundo a Cruz Vermelha, 12 civis tinham morrido no hospital até segunda-feira vítimas de diferentes ataques. "Acreditamos que os civis começaram a abandonar o centro em busca de um lugar seguro. Estamos à espera de saber se há mais mortos nesse último ataque", assegurou telefone a porta-voz da Cruz Vermelha, Sarasi Wijeratne. Os últimos combates coincidem com a celebração nesta quarta-feira dos 61 anos de independência do Sri Lanka. Nos últimos meses, o Exército tomou da guerrilha grande parte de seu território e suas fortificações mais significativas e cercou os rebeldes em uma área de selva de cerca de 200 quilômetros quadrados no nordeste, onde acontecem os mais duros combates.

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