Bombardeio paquistanês mata 25 militantes ligados à Al-Qaeda

Segundo estimativas oficiais, mais de mil radicais islâmicos morreram na área fronteiriça com o Afeganistão

SAHIBZADA BAHAUDDIN, REUTERS

13 de outubro de 2008 | 10h30

Forças paquistanesas usando helicópteros de combate mataram 25 militantes ligados à Al-Qaeda numa turbulenta região tribal na fronteira com o Afeganistão, disseram autoridades nesta segunda-feira. Segundo estimativas oficiais, bem mais de mil militantes já morreram em Bajaur desde o início dos combates, em agosto - e especialmente depois do envio de reforços militares, no mês passado. Generais disseram que essa região é o "centro de gravidade" dos militantes, que recebem reforços de companheiros do outro lado da fronteira, enquanto as forças oficiais contam com a ajuda de milícias tribais. Seis moradores locais que haviam aderido a uma milícia tribal foram encontrados mortos nos últimos dias. O bombardeio paquistanês aconteceu em um bairro pobre perto da cidade de Charmang, que já serviu como campo de refugiados para afegãos. "Os militantes haviam montado bunkers no acampamento e estavam lançando ataques contra as forças de segurança a partir de lá", disse uma fonte do governo em Khar, principal cidade de Bajaur. De acordo com ele, o bombardeio matou 25 militantes. Houve confrontos também entre militantes e uma milícia pró-governo em Kotkai, aldeia próxima a Charmang. Quatro milicianos morreram nos confrontos, segundo outra fonte oficial, acrescentando ainda que um número desconhecido -- embora expressivo -- de militantes também morreu no incidente.

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