Khalil Ashawi/REUTERS
Khalil Ashawi/REUTERS

Bombardeios aéreos do regime sírio matam 26 civis em Alepo

Segundo ONG que monitora o conflito no país, pelo menos cinco crianças, uma mulher e um médico estariam entre as vítimas

O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2015 | 09h43

DAMASCO - Pelo menos 26 civis e 10 jihadistas morreram na manhã desta quinta-feira, 23, em bombardeios aéreos da aviação do regime sírio em regiões no leste de Alepo, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora o conflito.

Um ataque aéreo contra um hospital da cidade de Deir Hafer matou 15 pessoas, entre elas um médico e quatro menores. Em Tel Ahmar os bombardeios mataram uma mulher e uma menina. Além disso, nove civis, todos de uma mesma família, morreram em ataque ocorrido na aldeia de Sharbaa, nos arredores de Al-Bab, também em Alepo.


Pelo menos dez milicianos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram em ataques aéreos contra zonas localizadas nos arredores do aeroporto militar de Kuires, que está há meses cercado pela organização extremista, no leste de Alepo.

Por outro lado, os ataques da aviação de combate do governo sírio causaram a morte de outros 15 civis na zona de Al-Guta al-Sharquiya, localizada na província de Rif Damasco, vizinha à capital síria. Seis dessas vítimas, entre elas dois menores, morreram em distintas áreas da cidade de Duma, enquanto na cidade de Hersata foram nove vítimas, entre elas duas mulheres e um opositor, identificado como Mahmoud Medlal - um dos impulsores da revolução síria em Al-Guta al-Sharquiya.

Na segunda-feira, o OSDH informou que os aviões e helicópteros do regime sírio lançaram 13.084 ataques nos últimos seis meses contra forças rebeldes e jihadistas, nos quais morreram pelo menos 704 homens armados e 2.312 civis.

Segundo uma apuração realizada pela ONG, que conta com vários voluntários na Síria, estes bombardeios ocorreram entre 20 de outubro de 2014 e 20 de abril de 2015. Os helicópteros do Exército regular lançaram 7.188 barris de explosivos, um tipo de armamento com pouca precisão e cujo uso é negado pelo regime.

A Síria é palco de uma guerra civil desde março de 2011 que já deixou mais de 220 mil mortos, segundo a ONU. / EFE E AP

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