REUTERS/Abdalrhman Ismail/File Photo
REUTERS/Abdalrhman Ismail/File Photo

Bombardeios da Rússia contra posições do EI na Síria deixam ao menos 30 mortos e 70 feridos

Ataques aéreos na cidade e em um quartel controlado pelos jihadistas causaram fortes explosões; Ministério da Defesa russo disse que ações destruíram um depósito de armas e um campo de combatentes do grupo

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2016 | 10h33

CAIRO - Pelo menos 30 pessoas, na maioria civis, morreram e 70 ficaram feridas em bombardeios da aviação russa nesta quinta-feira, 11, contra a cidade de Raqqa e arredores, reduto do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), há muitos feridos em estado grave, e não se descarta um aumento no número final de vítimas.

"Aviões russos lançaram dez bombardeios em Raqqa e seus arredores, matando ao menos 30 pessoas, civis e jihadistas, e deixando 70 feridos", afirmou o Observatório.

Os ataques aéreos, realizados de forma simultânea na cidade e em suas proximidades, assim como em um quartel controlado pelos jihadistas, causaram fortes explosões. Entre os mortos, há ao menos 24 civis, segundo o OSDH.

O Ministério da Defesa da Rússia, país aliado do regime do presidente sírio Bashar Assad, anunciou pouco antes que seis bombardeiros estratégicos das Forças Aeroespaciais Russas atacaram posições do grupo jihadista nos arredores de Raqqa, onde teriam destruído "uma fábrica de armas químicas".

"Foram destruídos um grande arsenal com armamento, munição e combustíveis perto da cidade de Raqqa, uma fábrica de munição para armas químicas no noroeste da cidade e um grande acampamento de treinamento de terroristas", informou o órgão.

O Ministério também indicou que os ataques destruíram um depósito de armas e um campo de treinamento de combatentes do EI. Os jihadistas também sofreram "danos materiais significativos" com os bombardeios e "um grande número de combatentes morreu". Esse é o segundo ataque russo com aviação estratégica nos últimos três dias. / EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
Síria Estado Islâmico Rússia Bomba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.