REUTERS/Naif Rahma
REUTERS/Naif Rahma

Bombardeios de coalizão árabe a reduto houthi no Iêmen deixam 16 civis mortos

De acordo com a agência de notícias iemenita 'Saba', controlada pelos rebeldes, as vítimas eram em sua maioria mulheres e crianças

O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2016 | 13h17

SANAA - Pelo menos 16 civis morreram em ataques aéreos efetuados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita nesta quarta-feira, 31, contra a cidade de Saada, no norte do Iêmen e reduto do movimento rebelde Houthis. As vítimas, a maioria mulheres e crianças, se encontravam em uma casa de Saada onde viviam três famílias, informou a agência de notícias iemenita "Saba", controlada pelos houthis.

O trabalho das equipes de resgate para encontrar sobreviventes sob os escombros foi prejudicado pelos seguidos e intensos ataques aéreos da coalizão. Moradores do bairro Al Baraka, onde ficava a casa das vítimas, disseram que ainda prossegue a retirada de escombros para recuperar os corpos. Em outro bombardeio da coalizão, registrado na noite de terça-feira no norte da capital Sanaa, quatro civis perderam a vida.

Estes ataques tiveram como alvo casas do bairro Al Rauda, próximas à Academia Militar, que é bombardeada desde terça, segundo testemunhas. As explosões dos bombardeios sacudiram os bairros do norte de Sanaa, enquanto colunas de fumaça preta eram vistas desde a Academia.

Balanço. O diretor do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários no Iêmen (OCHA), Jamie McGoldrick, informou em SanaA ontem que cerca de 10 mil pessoas morreram no conflito no Iêmen desde março de 2015, quando a coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, interveio

Além disso, McGoldrick denunciou que em torno de três milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus lares e a se deslocar a outras zonas do país, enquanto cerca de 200 mil fugiram do Iêmen.

O conflito explodiu quando o movimento rebelde dos houthis ocupou em setembro de 2014 a capital iemenita e outras províncias do norte e centro do país, o que obrigou o presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, a fugir à cidade meridional de Áden e daí à capital saudita, Riad, onde vive junto aos integrantes de seu governo. / EFE

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