Bombardeios de coalizão liderada pelos EUA mataram 1,6 mil na Síria

Maior parte dos mortos eram jihadistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra; 62 civis, incluindo 8 menores e 5 mulheres também morreram

O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2015 | 23h07

BEIRUTE - Mais de 1.600 pessoas morreram nos bombardeios da coalizão comandada pelos Estados Unidos contra as posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria em cinco meses, informou nesta segunda-feira, 23, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora o conflito a partir de Londres.

Segundo OSDH, quase todos os mortos eram jihadistas do EI e do braço sírio da Al-Qaeda, a Frente al-Nusra. Os dados mostram que 62 civis também foram mortos, entre eles oito menores de idade e cinco mulheres. A ONG não descartou que o número total de mortos pelos ataques da coalizão seja superior devido ao sigilo que o EI mantém sobre suas baixas e à dificuldade de acesso a determinadas regiões da Síria.

Os bombardeios começaram em 23 de setembro. Desde esta data, mataram 1.465 membros do EI, em sua maioria não sírios, 73 jihadistas da Al-Nusra e um rebelde que era refém do EI em Raqqa (norte), "capital" de facto do grupo extremista na Síria, segundo o OSDH.

Iniciadas no Iraque, as operações aéreas conta o EI foram ampliadas na ano passado por Washington com o apoio de uma pequena coalizão de países árabes. O EI controla zonas do norte do Iraque e da Síria, nas quais declarou um califado.  / AFP e EFE

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaEstado Islâmico

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.