Mohammed Badra/EFE
Mohammed Badra/EFE

Bombardeios deixam pelo menos 23 mortos na Síria

Segundo ONG, ataques foram feitos pelos russos, que apoiam o regime de Bashar Assad

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 06h23
Atualizado 04 Janeiro 2018 | 06h34

BEIRUTE - Pelo menos 23 pessoas morreram na noite de quarta-feira na Síria após bombardeios em várias partes da região de Guta Oriental, o reduto da oposição nas redondezas de Damasco. Segundo informações da ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres e voluntários na Síria, o responsável pelos ataques seriam os russos. 

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Entre os falecidos, há pelo menos três menores de idade e doze mulheres, segundo a ONG. Do total de vítimas, pelo menos 18 morreram em Mesraba após os ataques da força aérea russa, enquanto outros dois faleceram em Arbin. 

Outros três civis morreram por disparos de artilharia das tropas governamentais sírias em Beit Saua. Desde sexta, Guta Oriental é palco de uma ofensiva das forças leais ao presidente sírio, Bashar Assad, contra facções islamistas e rebeldes. 

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O governo acusa os opositores de ter iniciado os conflitos com o lançamentos de foguetes. Pelo menos 1.939 pessoas, 700 delas civis, morreram em dezembro de 2017 na guerra na Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Esse foi o número mais baixo de mortos em um mês em 2017, segundo seus cálculos.

A Síria passa desde março de 2011 por um conflito que já deixou pelo menos 320 mil mortos, segundo a ONG.

Outros casos. Na manhã de quinta, 4, o ministério da Defesa da Rússia informou que dois militares de seu país morreram após um ataque com um morteiro dos islamistas no dia do Ano Novo. "No cair da noite, a base aérea de Hmeymin sofreu um repentino ataque com morteiro e dois militares morreram", diz a nota.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proclamou em dezembro a "derrota completa" do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria. Depois do anúncio, ele viajou pela primeira vez para a base aérea russa de Hmeymin, de onde ordenou o início da retirada das tropas do país árabe. 

Putin advertiu, na ocasião, que "se os terroristas levantarem a cabeça de novo, lhes atingiremos de tal forma como nunca viram". Moscou começou a se envolver no conflito sírio e lançar ataques aéreos no país em 2015, favorecendo o regime de Assad e aumentando sua influência na região. 

O presidente russo acrescentou, segundo relatos, que a Rússia manterá a base aérea de Hmeymim e uma instalação naval no porto sírio de Tartous. / EFE, REUTERS e AFP

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