Bombardeios do governo sírio deixam ao menos 48 mortos

Segundo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, número de mortes pode aumentar porque muitos feridos estão em estado grave

O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 12h15

BEIRUTE - Pelo menos 48 pessoas, entre elas combatentes rebeldes, foram mortas em ataques aéreos do governo sírio em torno de uma cidade na província central de Homs, disse nesta quarta-feira, 17, um grupo de acompanhamento do conflito.

Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, entidade com sede na Grã-Bretanha que monitora a violência na Síria por meio de uma rede de fontes.

Cerca de uma dezena de combatentes e vários comandantes rebeldes também foram mortos no bombardeio, que teve como alvo Talbiseh, uma localidade ao norte da cidade de Homs, na principal estrada norte-sul do país.

O número de mortos no bombardeio - ocorrido terça-feira e quarta-feira - deve aumentar porque dezenas de pessoas estão em estado grave, disse o Observatório.

Em maio, os rebeldes sírios abandonaram o seu último reduto no centro de Homs, um dos epicentros da revolta contra o presidente Bashar Assad.

Mais de 190 mil pessoas foram mortas na guerra síria e milhões tiveram de abandonar suas casas, de acordo com a Organização das Nações Unidas. O conflito começou há mais de três anos, como um movimento de protesto pacífico, e se transformou em guerra civil após a repressão do governo. / REUTERS

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