ABDULMONAM EASSA/AFP PHOTO
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Bombardeios em Ghouta Oriental matam 500 civis em uma semana

Entre os mortos, há 121 crianças e 65 mulheres; Conselho de Segurança da ONU se reunirá neste sábado para votar uma resolução que determine um cessar-fogo na região

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2018 | 10h39

BEIRUTE - Os bombardeios do regime sírio de Bashar Assad mataram, em sete dias, cerca de 500 civis, entre eles 121 crianças e 65 mulheres, em Ghouta Oriental, distrito dominado por rebeldes perto de Damasco, informou neste sábado, 24, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

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O balanço aumentou após bombardeios deste sábado, em que ao menos 29 pessoas, entre elas cinco menores de idade, morreram. Outras 2.453 pessoas ficaram feridas nos ataques, centenas delas em estado grave, além de dezenas de desaparecidos sob os escombros.

Entre os mortos registrados nas últimas horas, 12 foram em ataques aéreos na cidade de Duma, a principal de Ghouta Oriental, e outras quatro na localidade de Al Shifunia.

Também foram alvos de aviões de guerra - que não foram identificados pelo OSDH - pessoas de Harasta, Zamalka e Beit Saua, e anteriormente as de Otaya, Al Mashabiya, Hush al Dauahra e Kafr Batna.

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Desde a primeira hora do dia, Ghouta Oriental tem sido alvo de ataques aéreos e de helicópteros militares que lançam barris de explosivos. Houve também lançamento de artilharia e de mísseis do tipo terra-terra, o que provocou grandes danos materiais na região, segundo a ONG.

Durante a noite desta sexta-feira, 23, até este sábado, foram registrados incêndios em Saqba e Hamuriya devido ao impacto dos projéteis com material incendiário, acrescentou o OSDH.

Na última semana, a região de Ghouta Oriental foi alvo de uma onda de violência por parte das forças governamentais, apoiada pela aviação russa, aliada de Damasco.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar neste sábado uma resolução que pretende determinar um cessar-fogo de 30 dias em Ghouta Oriental. A votação ocorre após diferenças entre Rússia e o restante dos membros impedirem um acordo apesar da crescente pressão internacional para atuar diante da situação em Ghouta e em outras regiões do território sírio. /AFP e EFE

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