Bombardeios matam mais de 90 militantes do EI no Iraque

Ataques da coalizão internacional liderada pelos EUA foram feitos em Ramadi e Mossul, tomadas pelos jihadistas

BAGDÁ , O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2015 | 02h04

Enquanto forças de segurança e paramilitares xiitas se preparavam para tentar retomar a cidade iraquiana de Ramadi, que caiu nas mãos do Estado Islâmico (EI) há mais de uma semana, bombardeios da coalizão international liderada pelos EUA mataram ontem pelo menos 90 jihadistas.

Um dos ataques foi efetuado contra uma oficina onde os extremistas preparavam carros-bomba na cidade de Ramadi, capital da província sunita de Al-Anbar. A tomada dessa cidade, no dia 17, representou um grande revés para as forças que combatem o grupo no Iraque.

Uma fonte do serviço de segurança iraquiano afirmou à agência de notícias EFE que o ataque deixou 20 mortos e dezenas de jihadistas feridos, que foram transferidos para o povoado de Hit, a 70 km ao noroeste de Ramadi. A oficina ficou completamente destruída.

O primeiro-ministro do Iraque, Haidar al-Abadi, disse ontem à rede pública britânica BBC que Ramadi poderia ser recuperada "em dias".

Os outros bombardeios lançados ontem mataram pelo menos 40 homens armados do Estado Islâmico em concentrações de combatentes e sedes do grupo em Mossul e seus arredores. Essa cidade, do norte do Iraque, caiu nas mãos do Estado Islâmico no ano passado e tem sido uma das fortalezas do grupo.

Segundo um dirigente de segurança da União Nacional do Curdistão, Giaz al-Suryi, entre os mortos havia, aparentemente, três líderes do EI, identificados como Machbal Diban Jalf al-Luizi, Ahmad Ali al-Jabouri e Mohammed Ali Fanush.

Entre os alvos atingidos pelos aviões da coalizão estava uma delegacia de polícia do centro de Mossul, usada pelos jihadistas como sua sede. Ela foi atingida por quatro mísseis.

Além disso, foram alvo dos bombardeios duas sedes de segurança usadas pelos homens do EI, nos povoados de Kibruk e Duizat, situados a cerca de 50 km de Mossul. Também foram atacados um centro de segurança no vilarejo de Albujadar, 60 km a oeste de Mossul, e outro na cidade de Talkif.

Com esses ataques chegou a 91 o número de jihadistas mortos entre domingo e ontem, depois que fontes de segurança curdas indicaram que outros 31 integrantes do EI morreram na madrugada de ontem por bombardeios aéreos da coalizão internacional ao sul de Mossul.

Em meio aos bombardeios, forças de segurança e paramilitares avançavam ontem para Ramadi preparando-se para uma ofensiva por terra. Em resposta, o EI enviou mais combatentes para a cidade, mobilizando militantes e preparando-os para enfrentar o contra-ataque.

Na Síria, onde o grupo domina mais da metade do território, a Força Aérea atingiu prédios capturados pelo EI em Palmyra. A cidade foi tomada na quarta-feira, despertando o temor de que suas famosas ruínas sejam destruídas. A Força Aérea disse ter destruído "esconderijos" dos jihadistas e matado um "grande número" deles. / EFE e REUTERS

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