Bombardeios na Síria deixam pelo menos 30 mortos

Em Deraa, 5 crianças morreram após míssil atingir escola; mesquita mais famosa de Damasco também foi atacada

O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2016 | 16h53

Pelo menos 30 pessoas morreram nesta terça-feira, 11, e várias ficaram feridas por bombardeios e disparos de projéteis nas cidades sírias de Alepo e Deraa, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), organização opositora que monitora o conflito. Dos mortos, pelo menos 25 – incluindo 4 menores – morreram em ataques de aviões russos contra bairros de Alepo. 

“Esses são os ataques aéreos russos mais violentos desde que o regime de Bashar Assad anunciou (no dia 5) que reduziria os bombardeios na parte leste de Alepo”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Dois bairros rebeldes foram particularmente afetados por esses ataques, de acordo com Rahman. 

Em resposta, os rebeldes dispararam mísseis contra Hamdaniyé, bairro de Alepo sob controle das forças do governo, deixando quatro mortos. Desde o dia 22, o início de uma grande ofensiva do Exército do presidente Bashar Assad em Alepo, as forças pró-governo – com o apoio aéreo de seu aliado russo – avançam tentando retomar os bairros do leste da cidade, sob controle rebelde desde 2012.

Crianças. No bairro de Bustan al-Qasr, um edifício foi completamente destruído e corpos ficaram expostos entre os escombros. Alguns Capacetes Brancos – socorristas voluntários da Defesa Civil local na zona rebelde – tiveram de remover os escombros com as próprias mãos. Outros transportavam os corpos sem vida de duas crianças, envolvidos em mortalhas brancas. 

Na cidade de Deraa, sob controle do governo, outras cinco crianças morreram quando um míssil caiu sobre o prédio de uma escola primária, segundo os meios de comunicação oficiais e o OSDH, que também informou que a ação deixou 25 feridos.

A cidade de Deraa é onde começaram, em março de 2011, os protestos contra o regime de Assad, que se estenderam por todo o país e depois derivaram em um conflito armado que nos últimos cinco anos deixou mais de 300 mil mortos, segundo o OSDH.

Em Damasco, ainda hoje, disparos de morteiros foram registrados perto da Mesquita dos Omíadas, na Cidade Velha de Damasco, um dos cartões postais da capital síria, deixando feridos, segundo a agência oficial Sana, que não deu mais detalhes sobre o ataque. 

Segundo a agência France Presse, houve intensos disparos de morteiros também em outros bairros da capital. Autoridades sírias acusam grupos armados rebeldes de lançar foguetes contra o centro e outras partes de Damasco. / EFE, AFP e REUTERS 

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