Bombardeios teriam complexos industriais como principal alvo

Outros objetivos são centrais de energia, abastecimento de água, comunicação e linhas de suprimento

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2013 | 02h09

O eventual ataque contra a Síria vai começar com um bombardeio intenso de mísseis de cruzeiro e bombas inteligentes.

Serão dezenas, talvez centenas de alvos em Damasco, Alepo, Hamma e Homs - principalmente, mas não apenas. Nas cidades da lista estão os complexos industriais de onde saem armas e equipamentos militares. Em algumas delas, como a histórica Alepo, funcionam os laboratórios de produção dos gases de emprego em combate.

Outros objetivos serão as centrais de energia, comunicações, e infraestrutura básica, como o abastecimento de água e linhas de suprimentos das forças regulares do regime de Bashar al Assad. Naturalmente, a prioridade vai incluir as instalações de comando e controle da Defesa. A intervenção que, a rigor, já tem apoio dos governos da França, Grã Bretanha e Estados Unidos, além da simpatia clara da Alemanha, Arábia Saudita e de Israel, não terá vida fácil na ação. A tropa síria é muito bem treinada, soma 220 mil homens na ativa e 280 mil reservistas. O equipamento envolve ao menos cem baterias antiaéreas russas de vários tipos, envolvendo mísseis e canhões. Da China, vieram radares de longo alcance que vigiam o espaço sobre os territórios da Jordânia, Israel, Grécia, Chipre, o norte saudita e o Golfo de Ácaba.

A bordo dos navios americanos nas proximidades, como os destróieres lançadores de misseis, está embarcada a versão recente, Mk-4, do lendário Tomahawk, com alcance de 1.600 quilômetros e erro máximo de um metro em relação ao alvo. O míssil tático custa US$ 1,45 milhão e leva uma ogiva de 317 quilos.

No USS Mahan, por exemplo, divide espaço com um matador de aeronaves de ataque, o interceptador Rim-156, eficiente até 240 km. Em cada um dos quatro navios da flotilha mobilizada, o arsenal é formado por um mix de 90 unidades.

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