Staff Sgt. Joshua Smoot/U.S. Air force via AP
Staff Sgt. Joshua Smoot/U.S. Air force via AP

Bombardeiros dos EUA voam perto de litoral norte-coreano; chanceler critica Trump na ONU

Porta-voz do Pentágono diz que aviões americanos voaram o mais próximo da zona desnuclearizada das Coreias no século 21; em Nova York, diplomata norte-coreano chama Donald Trump de 'rei mentiroso' e diz que Pyongyang não recuará em programa nuclear

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2017 | 16h43

WASHINGTON - Bombardeiros americanos voaram neste sábado, 23, perto da costa leste da Coreia do Norte em uma demonstração de força do poder militar dos Estados Unidos ao programa armamentista de Pyongyang, informou o Pentágono. 

Pouco depois, em Nova York, o chanceler norte-coreano Ri Yong Ho atacou duramente o presidente americano, Donald Trump, a quem chamou de "um transtornado mental que está repleto de megalomania".

De acordo com o Pentágono, o voo das aeronaves americanas aconteceu depois de dias de retórica cada vez mais belicosa entre Trump e o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un, em meio à preocupação internacional sobre as ambições nucleares de Pyongyang.

Bombardeiros dos EUA têm realizado voos similares de demonstração de força depois dos testes nucleares realizados pelos norte-coreanos.

"Esse foi o local mais ao norte da zona desmilitarizada ao qual um avião de combate americano ou um bombardeiro sobrevoou próximo ao litoral norte-coreano no século 21", disse a porta-voz do Pentágono, Dana White.

"Esta missão é uma demonstração de resolução dos EUA e uma mensagem clara de que o presidente tem muitas opções militares para derrotar qualquer ameaça", disse Dana. "Estamos preparados para usar todo o tipo de capacidade militar para defender a pátria dos EUA e nossos aliados."

Os bombardeiros da Força Aérea B-1B Lancer usados no sábado estão estacionados na Ilha de Guam. Eles foram acompanhados pelo aviões F-15C Eagle, saídos da base japonesa de Okinawa, disse White.

Críticas

O próprio povo americano acha que ele é um "comandante malvado", um "rei mentiroso", disse o chanceler em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU. Suas ameaças de "destruir totalmente" a Coreia do Norte fazem com que "a visita de nossos foguetes seja inevitável", alertou. 

"Caso se percam vidas nos Estados Unidos será por sua culpa, por culpa dessa missão suicida de Trump", disse o chanceler. "A Coreia do Norte é um Estado nuclear responsável (...) mas adotaremos medidas preventivas necessárias e implacáveis se os Estados Unidos e seus vassalos quiserem fazer (ataques contra o país)", assegurou.

Ri disse que as "bárbaras e odiosas" sanções impostas por Washington não farão Pyongyang mudar de opinião. "Estamos agora a alguns passos de completar nossa capacidade nuclear, é absurdo pensar que nosso país se desviará um milímetro de seu caminho por mais rígidas que sejam as sanções que nos impõem."

Em seu primeiro discurso na Assembleia-Geral da ONU na terça-feira, Trump ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte, e chamou o líder norte-coreano Kim Jong-un de "homem foguete" que está em uma "missão suicida".

Kim disparou contra Trump na quinta-feira: o descreveu como "mentalmente transtornado" e advertiu que ele "pagará caro" por sua ameaça. / AFP, EFE e REUTERS

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