Bombas e disparos deixam 22 mortos no Iraque

A explosão de bombas e disparos de armas de fogo deixaram 22 pessoas mortas e mais de 50 feridas no Iraque nesta quinta-feira, disseram autoridades, numa onda de violência que já faz de junho o mês mais sangrento dos últimos seis meses.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 14h05

Os ataques contra bairros xiitas e forças de segurança mostram como o país continua violento, mesmo que a violência tenha caído drasticamente em relação a alguns anos atrás, quando o Iraque quase entrou em guerra civil. No último mês, mais de 200 iraquianos morreram em ataques no país.

A ação mais violenta desta quinta-feira teve início por volta das 9h30 no bairro xiita de Washash, oeste de Bagdá, onde testemunhas disseram que um táxi explodiu do lado de fora de um mercado. Oito pessoas morreram e 26 ficaram feridas, informaram policiais e funcionários da área de saúde.

A explosão de bombas costuma ser uma marca dos ataques de insurgentes sunitas, ligados à Al-Qaeda. Os xiitas são os principais alvos dessas ações. Na manhã desta quinta-feira, uma bomba explodiu numa rua de um bairro xiita ao sul de Bagdá, quando uma patrulha policial passava pelo local, matando uma pessoa e ferindo seis.

Outros dois ataques contra enclaves xiitas no noroeste de Bagdá feriam cinco pessoas, informou a polícia. E em Ramadi, capital da província de Anbar (115 quilômetros a oeste da capital), outro carro-bomba deixou sete pessoas feridas num estacionamento do conselho provincial. O governador da província de maioria sunita, Dhari Arkan, disse que a explosão, que aconteceu pela manhã, tinha como objetivo abalar a confiança no governo. "A mensagem dos terroristas é a de que não há lugar seguro no Iraque", disse Arkan.

O porta-voz das operações de comando de Bagdá, coronel Dhia al-Wakil, disse que nenhuma conclusão geral pode ser tirada sobre os ataques desta quinta-feira, que ele acredita não têm ligação entre si. Ele descreveu a situação da segurança iraquiana como "estável, no geral. Esses ataques não podem ser, de forma alguma, interpretados como uma indicação de que os terroristas têm capacidade para desafiar nossas forças de segurança."

Segundo ele, as forças de segurança têm desarmado vários carros-bomba e detido suspeitos de estarem por trás da onda de violência, mas se recusou a fornecer mais detalhes sobre o assunto. As informações são da Associated Press.

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