Bombas e protestos abalam Egito semanas antes de eleição presidencial

Dois atentados suicidas na região egípcia do Sinai do Sul mataram um soldado e feriram pelo menos oito pessoas, e outras duas bombas mataram duas pessoas no Cairo nesta sexta-feira, menos de quatro semanas antes da eleição presidencial, disseram fontes.

Reuters

02 Maio 2014 | 20h51

Em outros casos de violência, na cidade portuária de Alexandria duas pessoas foram mortas a tiros quando partidários do presidente deposto Mohamed Mursi entraram em confronto com moradores, afirmou o Ministério do Interior em um comunicado.

Ataques de militantes e outros tipos de violência política dispararam desde que o Exército derrubou Mursi, um dirigente da Irmandade Muçulmana, em julho do ano passado depois de protestos contra o seu governo.

O ex-chefe do Exército Abdel Fattah al-Sisi, que liderou a operação, deve vencer a eleição presidencial de 26 e 27 de maio.

O atentado suicida desta sexta-feira em El-Tur, uma cidade na estrada principal entre o Cairo e a estância turística de Sharm El-Sheikh, matou um soldado, assim como o homem-bomba. Três policiais e outro soldado ficaram feridos, disse um comunicado do Ministério do Interior.

Quatro egípcios ficaram feridos no segundo ataque, mais ao sul, na estrada entre El-Tur e Sharm El-Sheikh, disseram o Ministério do Interior e fontes de segurança.

Uma terceira bomba matou um policial em uma base de controle de tráfego perto de um tribunal no Cairo, segundo fontes de segurança. Pelo menos outros quatro policiais ficaram feridos, disse o Ministério do Interior.

Em uma quarta explosão, uma pessoa foi morta quando um carro explodiu perto de uma estação do metrô no centro do Cairo, disseram fontes de segurança.

O Exército tem travado uma campanha contra grupos islâmicos armados no Sinai do Norte. A influência de tais grupos aumentou na área após o levante de 2011 que derrubou Hosni Mubarak.

(Reportagem de Shadia Nasralla e Tom Perry)

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