Bombas em escritórios eleitorais no Paquistão e matam 3

Duas bombas explodiram nos escritórios de candidatos que participam das eleições deste final de semana mataram três pessoas nesta sexta-feira no noroeste do Paquistão.

Agência Estado

10 de maio de 2013 | 09h42

Pelo menos 130 pessoas foram mortas em ataques contra candidatos e funcionários de partidos políticos desde o início de abril. O Taleban paquistanês assumiu a responsabilidade pela maioria dos ataques, dizendo que a democracia é contrária ao Islã.

Agentes de inteligência disseram que o mais recente ataque ocorreu em Miran Shah, a principal cidade da região tribal do Waziristão do Norte e importante reduto do Taleban paquistanês. Outras 15 pessoas ficaram feridas nos ataques, segundo os agentes, que falaram em condição de anonimato, porque não estão autorizados a falar com jornalistas.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque e não ficou claro quem eram os alvos, já que vários candidatos têm escritórios no bloco onde ocorreram as explosões.

O Taleban costuma atacar candidatos e trabalhadores de partidos seculares, elevando os temores de que a violência pode beneficiar islamitas extremistas e outros que adotam uma postura mais branda em relação aos militantes, já que estes grupos têm mais liberdade para fazer suas campanhas.

Também nesta sexta-feira, homens não identificados jogaram uma granada contra o principal escritório do Partido do Povo Paquistanês, uma legenda secular, em Quetta, capital da província do Baluquistão, ferindo cinco pessoas, revelou o porta-voz da polícia, Fayyaz Sumbal. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque.

O Baluquistão é o local de origem de militantes islâmicos e de insurgentes separatistas, que querem se separar do Paquistão. Os separatistas têm realizado ataques contra candidatos e funcionários de partidos numa tentativa de prejudicar a eleição, que acontece no sábado.

O pleito é histórico porque será a primeira vez que um governo civil concluirá seu mandato de cinco anos e transferirá o poder por meio de eleições democráticas. As informações são da Associated Press.

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