Bombas explodem em Bagdá e deixam 78 mortos

Duas bombas explodiram nesta segunda-feira em um bairro comercial predominantemente xiita no centro de Bagdá, deixando pelo menos 78 mortos e 156 feridos, informou o vice-ministro da Saúde, Hakim al-Zamili.A primeira explosão ocorreu logo depois do meio-dia, quando uma bomba foi deixada em uma mala entre vendedores de eletrônicos e de roupas, entre as quadras Tayaran e Tahrir. A segunda explosão aconteceu minutos depois a alguns metros do local.A polícia e o hospital local confirmaram a morte de 78 civis e disseram que outras 156 pessoas ficaram feridas.Os feridos foram levados a um hospital próximo de al-Kindi, onde os médicos trabalharam rapidamente para salvar os sobreviventes.Um homem-bomba matou pelo menos 63 pessoas na mesma região no mês passado.As explosões ocorreram horas depois da morte de uma professora que ia trabalhar em uma escola em Khadra, oeste de Bagdá, área sunita, disse a polícia.Depois, dois mísseis atingiram uma escola primária em Dora, um perigoso bairro ao sul de Bagdá, matando uma mulher que esperava por seu filho. Oito estudantes ficaram feridos, segundo policiais no local.Bairro isolado Tropas do Exército dos Estados Unidos e militares iraquianos isolaram nesta segunda-feira, em uma operação conjunta, um bairro sunita situado no norte de Bagdá.O porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano, Mohammed al-Askari, disse que o isolamento do bairro de Adhamiya é uma "operação rotineira e não se trata da aplicação de nenhum plano de segurança a longo prazo".O bairro foi isolado por um amplo contingente de soldados americanos e iraquianos apoiados por veículos armados. Não é permitido entrar nem sair da área, disseram os moradores de Adhamiya.As forças armadas pediram aos residentes do bairro que permaneçam no interior de suas casas, aparentemente devido aos preparativos para uma batida em busca de insurgentes sunitas e para o confisco de armas.Essa medida ocorre dois dias depois de o Exército dos Estados Unidos registrar uma das jornadas mais sangrentas em dois anos e no dia seguinte à chegada a Bagdá da primeira parte dos 21 mil soldados americanos adicionais, que fazem parte da nova estratégia de segurança para o Iraque do governo de George W. Bush.Os soldados americanos adicionais, que chegaram ao Iraque no domingo, já se posicionaram em diversos pontos de Bagdá. As tropas dos EUA têm o objetivo de ajudar o Exército iraquiano na missão de segurança que começará em 1º de fevereiro, para acabar com a violência sectária que custou a vida de milhares de pessoas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.