Bombas explodem em local de visita de Fox e Calderón

Duas bombas explodiram na noite desta segunda-feira no balneário turístico de Ixtapa, no estado de Guerrero, sul do México, pouco antes da visita do presidente do México, Vicente Fox, e do eleito que assume em 2007, Felipe Calderón.Segundo a imprensa, dirigentes da Polícia Federal Preventiva também estariam em local próximo das explosões. Pouco antes da meia-noite, as bombas explodiram sem causar vítimas ou feridos, em Ixtapa, zona hoteleira vizinha ao município de Zihuatanejo, onde nesta terça-feira é realizado o XIII Congresso de Comércio Exterior mexicano. As bombas causaram alguns danos materiais e pânico entre os moradores do condomínio vizinho. Testemunhas afirmam que um dos artefatos explodiu próximo a um prédio do condomínio vizinho, e o segundo explodiu perto de uma guarita de vigilância. O diretor da Polícia Investigadora Ministerial (PIM), Erit Montufar, disse à Efe que não houve vítimas, e desconhece o motivo do atentado ao conjunto residencial. Membros do Exército do México realizam a perícia da área para tentar identificar qual foi o artefato explodido. A imprensa informou na manhã desta terça-feira que membros da Polícia Federal Preventiva (PFP) estão hospedados no condomínio. As explosões aconteceram horas depois de cinco supostos grupos guerrilheiros assumirem a autoria de três explosões que ocorreram nesta segunda-feira na Cidade do México, em frente ao Tribunal Eleitoral Mexicano, na sede do Partido Revolucionário Institucional (PRI), e em uma sucursal bancária. A PFP se encontra agora na cidade de Oaxaca, tentando conter um conflito que começou em maio, com uma greve de professores, e se transformou em um movimento que pede a renúncia do governador do estado de Oaxaca. Os grupos guerrilheiros que assumiram a autoria das bombas na Cidade do México afirmaram que mais atentados iriam ocorrer se a situação de Oaxaca não fosse resolvida.

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 16h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.