Bombas explodem perto de shopping e acirram tensão na capital da Tailândia

Duas bombas caseiras explodiram no lado de fora de um luxuoso shopping de Bangcoc neste domingo, em um ataque cujo objetivo, segundo a polícia tailandesa, foi acirrar as tensões em uma cidade que vive sob lei marcial.

REUTERS

01 de fevereiro de 2015 | 17h57

As bombas causaram poucos danos, mas foram as primeiras a balançarem a capital tailandesa desde que os militares assumiram o poder em março para encerrar meses de protestos, que causaram algumas vítimas.

"Eram explosivos improvisados que foram detonados por um relógio digital", disse o tenente-geral da polícia Prawut Thawonrsiri, porta-voz da Polícia Real Tailandesa.

O motivo por trás do ataque parece ser o pânico ao invés de vítimas, disse Prawut. A polícia ainda não identificou os agressores, acrescentou.

Dois explosivos improvisados foram colocados antes de quadros de energia em uma passarela elevada que liga a linha de trem ao shopping Siam Paragon, no centro de Bangcoc, disse a polícia.

A tensão política está alta na Tailândia desde que a assembleia nacional escolhida a dedo pela junta militar, mês passado, baniu a ex-primeira ministra Yingluck Shinawatra da política por cinco anos.

No mesmo dia, o procurador-geral do país disse que ela seria acusada de negligência e poderia ir para a cadeia.

Essas decisões irritaram os apoiadores de Yingluck e do seu irmão exilado Thaksin, embora haja poucos sinais de que serão realizados novos protestos nas ruas, como os que persistiram na Tailândia durante os últimos dez anos. A repressão militar tem diluído as dissidências desde o golpe.

Dez anos de turbulência política na Tailândia colocaram Yingluck, seu irmão Thaksin, outro ex-primeiro ministro, e os seus eleitores da região rural do país contra o sistema real-militar de Bangcoc, que vê os Shinawatras como uma ameaça e não gosta das suas políticas populistas.

Violência esporádica durante os seis meses de protestos nas ruas antes do golpe de 22 de maio causou 30 mortes e muitos feridos.

As explosões no domingo mostraram que a lei marcial ainda não pode ser revogada, disse Kampanart, responsável pela região de Bangcoc.

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