Bombas matam 14 e ferem 341 no Sul da Tailândia

Catorze pessoas morreram e 341 ficaram feridas num ataque com carros bomba no sul da Tailândia neste sábado, que atingiu consumidores antes do horário de almoço. Suspeita-se que insurgentes muçulmanos tenham orquestrado a explosão. A primeira carga de explosivos, colocada dentro de uma camionete, foi detonada numa área de restaurantes e lojas na cidade de Yala, centro comercial das províncias rebeldes do Sul do país, afirmou o chefe de polícia local, coronel Kritsada Kaewchandee. Cerca de 20 minutos depois, quando algumas pessoas se aglomeraram no local, um segundo carro bomba explodiu, causando a maioria das mortes. "Foi o pior ataque dos últimos anos", disse o porta-voz regional da agência de segurança coronel Pramote Promin.

AE - AP, Agência Estado

31 Março 2012 | 18h34

Mais de cinco mil pessoas foram mortas nas três províncias do extremo Sul da Tailândia - Narathiwat, Pattani e Yala - desde que a instauração da insurgência islâmica em janeiro de 2004. A maioria dos ataques foram explosões de pequena escala ou tiroteios que tinham como alvo soldados, policiais ou autoridades, mas supostos rebeldes também já fizeram grandes investidas contra áreas comerciais.

Em outubro, supostos militantes atacaram mais de 30 pontos na cidade de Yala, matando três pessoas e ferindo mais de 50. As autoridades tailandesas decretaram estado de emergência desde 2005, o que dá poderes especiais às forças de segurança, como prender e deter suspeitos nas três províncias. Mas o decreto e a presença maciça de forças de segurança não conseguiram evitar a violência e pouco se sabe sobre os militantes e seus objetivos.

Os insurgentes nunca fizeram pronunciamentos públicos, mas acredita-se que lutam por um estado muçulmano independente. A região costumava ser um sultanato islâmico até ser anexada pela Tailândia no começo do século 20.

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